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Trabalhos Apresentados
Núcleos de Pesquisa
Temas Livres
Colóquio Brasil-Canada
ENDOCOM
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NÚCLEOS DE PESQUISA |
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NP 07 - Comunicação Audiovisual
Coordenador: Prof. Dr. Arlindo R. Machado Neto - arlimach@uol.com.br
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RELAÇÃO DE TRABALHOS
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O CÍCLOPE MILITAR
Adams, G.
Universidade de São Paulo (USP)
Resumo
: Entre os anos de 1851 e 1914 a fotografia estereoscópica, universalmente conhecida e ainda praticada, parece ter permanecido como uma espécie de repositório para o desejo de uma síntese visual tridimensional útil para fins militares. Apesar de ter tido uso militar limitado e incerto (como a fotografia 'plana') durante estes anos, devido à sua pouca velocidade no percurso linha de frente/processamento/interpretação/linha de frente, a estereoscopia oferecia, não obstante, um modelo para a formulação de um sistema visual que abarcasse a totalidade do campo de batalha e que configurasse uma visão global tridimensional sintética do teatro de guerra, no qual fosse possível interferir à distância. A consolidação de um sistema que sintetizasse os tradicionais eixos vertical e horizontal de observação veio a ocorrer só depois da Primeira Guerra Mundial.
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Palavras-chave : estereoscopia, militarismo, visualidade
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A VIDA DE IMPROVISO E O FIO DA MONTAGEM
Alencar, M. M.
Faculdades Integradas de Itapetininga
Resumo
: O texto trabalha a intersemiose da linguagem do cinema com a linguagem da televisão a partir de uma discussão sobre a montagem ou edição da televisão, estabelecendo um paralelo com o filme O Homem da Câmera do cineasta russo, Dziga Vertov. Vertov aqui é considerado como um dos artistas que anteciparam no cinema o que viria a ser característico na televisão, a saber uma montagem/edição constituída a partir de elementos significantes que não necessariamente encontram suas bases na reprodução de uma realidade figurativa comprometida com o modo como o mundo concreto se apresenta.
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Palavras-chave : cinema, televisão, intersemiose
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UPZ? UMA OPÇÃO DE JORNALISMO CULTURAL NA TELEVISÃO
Almodova, C. R., Gomes, E. A., Presas, G. F., Sartori, J. C.
Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR)
Resumo
: O Projeto UPZ? visa buscar uma alternativa para a televisão, na qual, programas de informação cultural estejam disponíveis para todo o público jovem sem a descaracterização do seu conteúdo e sem subjugar os prováveis telespectadores. Partindo de autores contemporâneos, como Arlindo Machado, e de uma ampla pesquisa de campo, bem como uma análise de conteúdo, a equipe teve como principal objetivo aproximar os movimentos artísticos ao publico da cultura de massa. Essa aproximação, conforme proposta da equipe, ocorre através de programas de TV e guias impressos de auxilio a sua divulgação, desenvolvidos pela mesma. Amparado pelo resultado da pesquisa, que identificou que a maioria dos jovens curitibanos assiste à televisão todos os dias da semana e que demonstra um interesse por programas de conteúdos culturais, o projeto mostrou-se viável.
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Palavras-chave : televisão, cultura, jornalismo
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CINEMA CONDICIONAL/ CINEMA DESTINO: OS CAMINHOS DA SIMULTANEIDADE
Antonellis, R.
Universidade Federal Fluminense (UFF)
Resumo
: A partir dos anos 90, na cinematografia mundial vem se afirmando uma nova categoria narratológica: trata-se da narração condicional, que explora as potencialidades do destino narrativo das personagens elaborando as categorias de Simultaneidade, Multiplicidade e Diferença. Esse processo de relativização diegética do cinema contemporâneo se dá através de uma prática de seleção múltipla dos discursos que na sua casualidade programada o define como cinema-destino. Tendo como princípio o conceito de texto como tecido composto de fios analisaremos tal tecido narrativo na passagem da linearidade do fio de Ariadne - solução achatada do labirinto - à multiplicidade rizomática e finalmente aos fios das Parcas, definidores dos destinos narrativos do texto.
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Palavras-chave : disnarrativa, simultaneidade, multiplicidade
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FANTASMAS QUE ASSOMBRAM A TELEVISÃO
Borges, G.
Universidade Paulista (UNIP)
Resumo
: Este trabalho é parte da pesquisa de doutorado intitulada 'A estética da fragmentação e da repetição nos trabalhos para televisão de Samuel Beckett' e analisa a peça Ghost Trio produzida para a televisão britânica BBC2 em 1977. Na primeira parte será discutido o contexto institucional em que Beckett produziu suas peças para a BBC durante os anos sessenta e oitenta. Alguns fatores conjunturais permitiram que Beckett trabalhasse com a BBC são: a publicação do Relatório Pilkington em 1962, a criação da BBC2, o advento do sistema de gravação em vídeo, a carência de scripts originais para serem produzidos pela televisão, além do próprio interesse estético de Beckett pelo meio televisual. Na segunda parte serão analisados os elementos estéticos que constituem Ghost Trio a partir de sua estrutura triádica e sua proposta de uma estética abstrata.
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Palavras-chave : Beckett, televisão, British Bradcasting Corporation
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CASA, LETRA, CORPO, VOZ: VÍDEO-ESCRITURAS DOMÉSTICAS
Brasil, A.
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG)
Resumo
: Ainda é possível buscar refúgio nas imagens? Podemos pedir algo às imagens eletrônicas? Elas podem nos fazer fabular e, através da fabulação, deixar emergir traços de uma subjetividade singular, irredutível, próxima ao incomunicável? O texto pretende mapear e analisar obras videográficas contemporâneas, que nos permitem vislumbrar uma "poética da domus", caseira, precária, lacunar: o espaço da casa como tema, cenário e local de produção. A letra, o corpo, a voz: matérias-primas de imagens que tocam a memória e aquilo que nela há de inaudito e invisível.
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Palavras-chave : vídeo-escritura, poética da domus, memória
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TRÊS OBSERVAÇÕES SOBRE A TECNOSCOPIA: A CONSTRUÇÃO HISTÓRICA DA PERCEPÇÃO E OS REGIMES DE VISIBILIDADE
Capistrano, T.
Universiade Federal Fluminense (UFF)
Resumo
: Estudar um regime de visibilidade implica relacionar um sistema de dispositivos destituído de um sujeito prévio a este território em contínuo movimento e transformação. Nestes movimentos, o que muda são certos traços que compõem o campo no qual as percepções são construídas, por meio de forças heterogêneas. Através de uma análise do sentido da visão neste composto coletivo de dispositivos dispersos em um estrato social, pretendemos fazer neste paper uma pequena cartografia dos modos de observação na passagem do regime disciplinar que, segundo Michel Foucault, caracteriza a sociedade industrial, para as modulações operadas pela sociedade de controle, termo usado por Gilles Deleuze para definir o regime pós-industrial.
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Palavras-chave : regimes de visualidade, tecnologias da imagem, subjetividade
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GUEL ARRAES: DO CINÉMA VERITÉ À DRAMATURGIA NA TV
Figueirôa, A., Fechine, Y.
Universidade Católica de Pernambuco
Resumo
: Poucos criadores na televisão brasileira desafiam tanto a tradicional abordagem classificatória dos gêneros quanto o pernambucano Guel Arraes. Qualquer tentativa de análise do seu trabalho se defronta, de saída, com a problematização do próprio reconhecimento dos diferentes formatos por ele operados em cada um dos programas que dirigiu. Qual é a dinâmica de construção de gêneros na qual se insere todo um trânsito de linguagens proposto, explícita ou implicitamente, por criadores como Guel Arraes? Como esse processo de regeneração de formas e constituição de novos gêneros se dá especificamente nos programas dirigidos por Guel Arraes? Este trabalho se propõe a apontar alguns caminhos através dos quais se possa responder, dentro de um quadro de investigação mais amplo, a estas questões.
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Palavras-chave : televisão, gênero, Guel Arraes
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UMA CONFRONTAÇÃO ENTRE AS REPRESENTAÇÕES PERSPECTIVADAS, O CONHECIMENTO CIENTÍFICO ACERCA DO ESPAÇO E A PERCEPÇÃO ESPACIAL COTIDIANA
Fragoso, S.
Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)
Resumo
: A partir da constatação da proeminência das representações em perspectiva na paisagem midiática contemporânea, o artigo recupera diagnósticos anteriores sobre as arbitrariedades da construção perspectivada. Propõe-se que o extremo sucesso do processo ideológico de naturalização que levou à disseminada aceitação da perspectiva como forma 'correta' de representar a tridimensionalidade em superfícies planas tenha sido sustentado por alguma pertinência representativa. A busca desse(s) suposto(s) 'ponto(s) de apoio' conduz a uma confrontação entre as características do espaço engendrado pela codificação perspectivada e hipóteses contemporâneas a respeito tanto do espaço físico quanto dos tipos de apreensão da espacialidade realizados cotidianamente. Desses confrontos emergem consonâncias significativas, que podem indicar a viabilidade de novas abordagens da significação das imagens perspectivadas na paisagem midiática contemporânea.
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Palavras-chave : representações espaciais, perspectiva central, percepção espacial
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MEIOS DE COMUNICAÇÃO E EXPERIÊNCIA ESPAÇO-TEMPORAL
Furtado, B.
Universidade de Fortaleza
Resumo
: Os meios e suportes de comunicação se integram à vida urbana contemporânea e redimensionam nossas experiências espaço-temporais. Investigamos como a fotografia, o cinema, o romance e os artefatos ópticos constróem um olhar sobre a vida cotidiana na cidade moderna. Tomamos os personagens Marcovaldo, de Itálo Calvino, um sonhador que busca a natureza em plena selva da cidade industrial e não tem olhos adequados para compreendê-la, e o Flaneur de Charles Baudelaire, o herói moderno que busca refúgio na multidão, para dizer sobre a modernidade como experiência de acelerações espaço-temporais, como em Georges Simmel e Walter Benjamin.
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Palavras-chave : paisagens, cidades, espaço-tempo
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ALGUNS NOVOS CAMINHOS PARA A IMAGEM ELETRÔNICA
Jesus, E.
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG)
Resumo
: O texto trata sobre a questão das imagens eletrônicas e seus desdobramentos tomando o vídeo como passagem. Assim apontamos algumas passagens entre regimes, suportes e linguagens analisando alguns trabalhos de artistas contemporâneos como Cao Guimarães, Patrícia Moran, Eder Santos, Wagner Morales e o videoclipe Imitation of Life de Garth Jennings para a banda americana R.E.M.. Ao tomarmos o vídeo como passagem refletimos sobre o hibridismo e as rearticulações da imagem eletrônica na contemporaneidade tentando traçar uma trajetória mais aberta que consiga refletir as mutações pelas quais o campo do audiovisual tem passado nas últimas décadas devido a inúmeros fatores como o avanço tecnológico, a popularização do vídeo digital e a alteração nos formatos e circuitos de exibição.
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Palavras-chave : videoarte, videoclipes, audiovisual contemporâneo
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O KINEGRAMA DE BAUDELAIRE: REFLEXÕES SOBRE UMA ESCRITA TRANSGÊNICA
Labarrère, T.
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Resumo
: O trabalho tem por finalidade analisar as correlações existentes entre a expressão sonora e a visual no enunciado poético, tomando como base um experimento de animação digital baseado no manuscrito do poema Rêve Parisien de Charles Baudelaire.
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Palavras-chave : animação, audiovisual, arte digital
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CNU: A TV UNIVERSITÁRIA NO MERCADO TELEVISIVO PAULISTANO
Lima, V. S.
Universidade Cruzeiro do Sul
Resumo
: Considerando a abrangência e presença da TV na sociedade brasileira, sua influência nas trocas simbólicas e na cultura, procuramos, no trabalho em questão, discutir o Canal Universitário, realidade em diversos estados brasileiros. No trabalho procuramos estabelecer parâmetros de análises dos aspectos históricos/implantação, porém, nosso projeto, ainda em andamento, tem como objetivo identificar para qual/quais públicos as instituições de ensino participantes do CNU-SP pensam/pretendem dirigir sua programação. Um aspecto significativo é a constituição de novos emissores no cenário midiático, na medida em que a tecnologia e os processos sócio-políticos levaram instituições educacionais a apropriarem-se do fazer televisivo, configurando uma ampliação do direito de emitir mensagens televisivas a instituições antes excluídas.
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Palavras-chave : universidade, televisão, público
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INTERMEDIA, OU PARA ENTENDER AS POÉTICAS DIGITAIS
Longhi, R. R.
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Resumo
: Retomando o conceito de intermedia, introduzido por Dick Higgins na década de 60, procuro estabelecer parâmetros para um melhor entendimento das criações poéticas que se dão nos meios digitais. Tais criações operam, ainda, sob a lógica Remediation, como mostram Bolter e Grusin (1999), uma remodelação de meios que resulta em novas formas de representação. Neste momento do desenvolvimento dos meios e das poéticas digitais, ainda não contamos com denominações apropriadas para o resultado destes processos criativos. O conceito de Intermedia, neste sentido, dá conta de definir as obras criadas a partir da fusão conceitual de meios anteriores a elas; a teoria da Remediation colabora para uma melhor compreensão desta fusão. Para ilustrar, analiso brevemente a obra Seedsigns for Philadelpho, de Miekal e Allegra Fi Wakest, disponível na WWW.
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Palavras-chave : criações poéticas, meios digitais, imagem, intermedia
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O LUGAR DO CINEMA
Lyra, B.
Universidade Paulista (UNIP)
Resumo
: Estamos vivendo tempos incríveis em que incríveis modificações ocorrem rapidamente no espaço cada vez mais mediatizado da cultura. Nesse cenário, os meios de comunicação tecnológicos vivem o paradoxo de um excesso de diversidade ao lado de uma compatibilização e uma flexibilização jamais vistas. Neste trabalho, tento pensar o drama do cinema, inserido nesse espetáculo que, entre tantos outros palcos, acontece também no palco acadêmico. Para isso, faço um levantamento das ambigüidades que cercam o cinema desde as suas origens até este momento, em que deixa de ser um medium isolado, para passar à condição de elemento subjacente no tecido audiovisual. Dentro dessa condição, é preciso não perder de vista as ligações que asseguram ao cinema um lugar no sistema sociocultural das comunicações.
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Palavras-chave : cinema, cultura contemporânea, meios audiovisuais
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REGIMES DE IMERSÃO E MODOS DE AGENCIAMENTO
Machado, A.
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Resumo
: O termo imersão foi introduzido recentemente nas áreas de realidade virtual e video game para se referir ao modo peculiar como o sujeito "entra" ou "mergulha" dentro das imagens e sons gerados pelo computador. Agenciamento (agency), por sua vez, é o termo que os povos de língua inglesa utilizam para designar a sensação experimentada por um interator de que uma ação significante é resultado de sua decisão ou escolha. Nos meios digitais (video-games, realidade virtual, ambientes colaborativos baseados em rede etc.) nós nos defrontamos o tempo todo com um mundo que é dinamicamente alterado pela nossa participação. O trabalho visa verificar os diferentes modos como se dá a participação dinâmica do interator nos diversos gêneros ou formatos digitais e as diferentes formas de negociação desse interator com as situações prestabelecidas pelo programa. Ao mesmo tempo, ele visa identificar os principais regimes de imersão, isto é, de representação do interator no interior da cena, seja sob a forma de avatar, seja na figura da câmera subjetiva.
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Palavras-chave : imersão, agenciamento, mídia digital
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A TELEVISÃO COMO AMPLIAÇÃO DA ESFERA DO SER OU DO GOSTO
Machado, E. S.
Universidade de São Paulo (USP)
Resumo
: Neste texto se assume o lugar de múltiplas possibilidades que o meio televisivo tem na vida social. Espaço de negociação de sentidos (conforme os estudos culturais) bem como de circulação de informações e de observação do fluxo da vida cotidiana, alimentando-se na busca do comum, como espaço público onde se constrói o tecido social. Lugar possível para a ampliação da esfera do ser e consequentemente do gosto.
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Palavras-chave : televisão, ampliação da esfera do ser, gosto
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VÍDEO E NOVAS MÍDIAS: EXPERIÊNCIAS BRASILEIRAS
Mello, C.
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Resumo
: A partir do exame da experiência do vídeo no Brasil, o trabalho busca investigar as contaminações estéticas desse meio tecnológico com as redes de comunicação e os diálogos proporcionados em contextos digitais interativos. Pensa-se a comunicação como uma área transdisciplinar, capaz de promover uma arte aberta, descontínua, fluída pela mídia. Supõe-se conhecer propostas experimentais que introduzem noções de arte/vida às relações entre o vídeo e a Internet, os web-sites, os CD-Roms e a realidade virtual. Serão analisadas experiências como as de Artur Matuck, Diana Domingues, Gilbertto Prado, Jurandir Muller, Kiko Goifman, Lucas Bambozzi e Lucia Leão.
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Palavras-chave : vídeo, novas mídias, redes de comunicação
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O DOCUMENTÁRIO COMO GÊNERO AUDIOVISUAL
Melo, C. T. V.
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Resumo
: Neste artigo, apontamos características próprias do documentário capazes de diferenciá-lo de outros gêneros audiovisuais, como o filme de ficção e a grande reportagem jornalística de TV. Sustentamos que a principal marca do documentário é seu caráter autoral, definido como uma construção singular da realidade. Alguns elementos lingüístico-discursivos evidenciam esse caráter autoral: a maneira como se dá voz aos outros, a presença de paráfrases discursivas e um efeito de sentido monofônico. Ainda destacamos a criatividade usada no processo de edição e montagem como um importante índice de autoria. Tomamos como aparato teórico de análise estudos no campo do cinema e conceitos do âmbito da lingüística textual e da análise do discurso.
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Palavras-chave : gênero, documentário, autoria
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CANETA DIGITAL
Moran, P.
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Resumo
: O slogan punk do início dos anos 80 do it youself, chegou ao vídeo. A miniaturização de equipamentos de produção como câmeras digitais e ilhas de edição em computadores domésticos está criando o vídeo de garagem. A qualidade do equipamento permite tanto o transfer para cinema 35mm, quanto um trabalho jornalístico. Já na realização artística o maior acesso a um equipamento praticamente portátil e com recursos sofisticados cria uma outra cultura de produção; câmera e ilha de edição funcionam como caneta e caderno de notas. Há um tempo maior para imersão nos trabalhos. Por outro lado, mais de um trabalho costuma ser produzido ao mesmo tempo. Algumas vezes os trabalhos surgem do registro gratuito de situações, roteiros são apresentados em vídeo. Em suma, a caneta digital é a versão garagem do audiovisual com as portas abertas a diversas experiências.
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Palavras-chave : montagem, imagem digital, experimentação
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CINEMA, TELEVISÃO E AUTORIA
Nogueira, L.
Universidade Federal de Goiás (UFG)
Resumo
: O exame da questão autoral na ficção seriada. Enquanto as telenovelas latino-americanas de língua espanhola e as soap operas prescindem da figura do "autor", as brasileiras absorvem o termo a partir do contexto vanguardista dos anos 60 que originou o cinema de autor. Aplicando o cinema de autor como referência, constatou-se temáticas recorrentes e identidade mínima do escritor que burla os rigores da indústria. Por outro lado, há a precariedade do controle do escritor sobre a obra devido a longa duração e as interferências do público e emissora. Esse último fator mina a possibilidade da confirmação da autoria na televisão.
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Palavras-chave : autoria, telenovela, ficção seriada
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PARA LER TUDO É BRASIL COMO UM DOCUMENTÁRIO
Paiva, S.
Universidade de São Paulo
Resumo
: No artigo "Film documentaire, lecture documentarisante" (in ODIN, Roger e LYANT, J.C. (ed.): Cinémas et réalités. Saint-Etienne: Universidade de Saint-Etienne, 1984, p. 263-267), Roger Odin propõe algumas conclusões. Diz ele, por exemplo, que o teórico interessado em compreender o "conjunto documentário" pode se colocar como tarefa a descrição das diferentes formas de instrução de "leitura documentarisante" que intervêm no campo cinematográfico ou no próprio sistema do filme. Seguindo esta sugestão, pretendo, digamos, testar as proposições de Odin, aplicando-as a Tudo é Brasil (1997), um filme de Rogério Sganzerla que parte de imagens e sons de arquivo para contar a história da passagem de Orson Welles pelo Brasil no ano de 1942, quando ele aqui chegou para realizar It's All True.
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Palavras-chave : leitura, documentário, Sganzerla
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UM PROGRAMA DE TV EM HI-VISION JAPONESA
Rosa, A.
Universidade de São Paulo
Resumo
: Este texto aborda a tecnologia de HDTV desenvolvida pelo Japão e, principalmente, busca entender o casamento entre técnica e estética na geração de um produto televisual gerado por ela. Meu ponto de partida é um programa da NHK, rede pública de televisão japonesa, chamado Hiroshige wo tabisuru (Viagem com Hiroshige), de 1991. Para entender até que ponto a tradição estética japonesa interfere na criação artística em uma nova tecnologia de TV, tomo mão das teorias da semiótica da cultura, pensada a partir dos pressupostos da Escola de Tártu. Com isso, verifico se há e onde há processos que podem ser entendidos como sistema modelizante e em que modelos artísticos da cultura japonesa eles se apoiam.
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Palavras-chave : HDTV, sistema modelizante, TV japonesa
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AUTO-IMAGEM VIDEOGRÁFICA: O AUTOR COMO ESPECTADOR DE SI MESMO
Vieira, L. G.
Universidade de Campinas (UNICAMP)
Resumo
: O vídeo experimental brasileiro tem passado, desde o início dos anos 70, por rumos diversos e interesses distintos, mas, dentro desta variedade de propostas, destaca-se uma vertente auto-referencial. Esta tendência direcionou - e direciona - o vídeo para si mesmo: o vídeo enquanto dispositivo metalingüístico, no qual, em muitos casos, o autor é performatizado pela (e para a) câmera. Hipoteticamente, este comportamento poderia constituir uma matriz do próprio meio, como já observaram, em outros contextos, Rosalind Krauss, Joan Ferrés e Raymond Bellour. No intuito de levantar essa questão, apresentaremos aqui os depoimentos de oito autores que comentam a experiência de estar diante da própria câmera.
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Palavras-chave : vídeo, auto-imagem, autor
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