Trabalhos Apresentados

Núcleos de Pesquisa
   Temas Livres
   Colóquio Brasil-Canada
   ENDOCOM
NÚCLEOS DE PESQUISA

NP 04 - Produção Editorial

Coordenadora: Profa. Dra. Sandra Lúcia Amaral de Assis Reimão
sandrareimao@bol.com.br

RELAÇÃO DE TRABALHOS
 
OS CENSORES LÊEM ROMANCES
Abreu, M.
DTL - IEL - UNICAMP

Resumo : Esta comunicação tem por objetivo analisar a recepção do gênero romanesco em Portugal e no Brasil tomando como fonte os pareceres exarados por censores luso-brasileiros entre meados do século XVIII e início do XIX.
[ texto completo ]

Palavras-chave : história da leitura, romance, censura


O EDITOR ÉRICO VERÍSSIMO E A PRODUÇÃO EDITORIAL DA GLOBO
Barcellos, M. A.
PUC/Rio

Resumo : Érico Veríssimo e Henrique Bertaso viabilizaram uma das maiores editoras do país entre as décadas de 30 e 50: a Editora Globo. O investimento em traduções, no início de 1940, rendeu à editora prestígio e uma boa posição nas instâncias de consagração do campo literário. O escritor Érico Veríssimo foi um dos responsáveis por esta conquista, ele foi editor da Globo. Com um catálogo constituído por coleções, didáticos, entretenimento etc, a Globo estruturou uma linha editorial atingindo públicos diferenciados, distinguindo-se na história da produção editorial brasileira por possibilitar a circulação de uma literatura de qualidade. É um pouco dessa história que vamos contar.
[ texto completo ]

Palavras-chave : Érico Veríssimo - Editora Globo - produção editorial


LIVROS DE LEITURA MANUSCRITA:ELEMENTOS PARA A HISTÓRIA DE UM MANUAL ESCOLAR
Batista, A. A. G.
UFMG/Ceale

Resumo : Este trabalho tem por objetivo realizar um esboço da trajetória dos livros de leitura manuscrita, descrevendo seu circuito de comunicação, assim como as principais tensões que organizam esse tipo de manual didático e sua destinação. Utiliza como principais fontes diferentes edições dos manuais, assim como documentos oficiais a respeito de livros escolares. Os resultados mostram que os livros do gênero apresentam, no Brasil, um longo ciclo de vida (das primeiras décadas do século XIX até os anos 60 do século XX). Nesse período, observa-se uma nacionalização da autoria dos títulos, assim como da edição e da impressão. Mostram também que os livros se destinam ao desenvolvimento, em primeiro lugar, de capacidades ligadas à decifração do manuscrito; mas ainda, secundariamente, à transmissão de um quadro de valores morais e políticos e ao desenvolvimento de habilidades relacionadas à escrita.
[ texto completo ]

Palavras-chave : edição - manuais escolares - leitura e escrita


POR QUE FOI, MESMO, REVOLUCIONÁRIA A INVENÇÃO DA TIPOGRAFIA? O EDITOR-IMPRESSOR E A CONSTRUÇÃO DO MUNDO MODERNO
Bragança, A.
Instituto de Arte e Comunicação Social/Universidade Federal Fluminense

Resumo : A função editor surgiu no Ocidente quando Gutenberg criou a "escrita mecânica", com a invenção da tipografia de caracteres móveis de metal. Entretanto, o mais importante na invenção de Gutenberg foi que essa tecnologia, já em si certamente revolucionária, provocou a mudança do lugar social da produção dos livros. Das abadias, com seus monges calígrafos e antiquários, que produziam no isolamento de seus scriptoria para si e seus pares, e dos livreiros stationaria, submetidos ao poder das universidades medievais, que lhes determinavam o que podiam copiar, deixar copiar ou vender, a produção de livros passou para as oficinas operadas por mãos leigas e artesãs, com espíritos burgueses, desejosas de editar e vender sempre mais, visando obter lucros crescentes. Essa mudança, aliada ao eros pedagógico do editor, foi a mais importante e revolucionária contribuição da tipografia de Gutenberg, pois possibilitou uma liberdade e um dinamismo na produção e circulação dos saberes que foi fundamental para o nascimento do mundo moderno.
[ texto completo ]

Palavras-chave : História do livro; editores-impressores; Gutenberg


ENVELOPE CULTURAL UM RETRATO ETNOGRÁFICO DO PAÍS ATRAVÉS DAS CARTAS E DAS FOTOS DE MÁRIO DE ANDRADE
Carnicel, A.
Unicamp

Resumo : Passados mais de 50 anos da morte do escritor Mário de Andrade, nenhum trabalho de catalogação de cartas feito por pesquisadores brasileiros registrou volume tão significativo de documentos dessa natureza como o reunido pelo autor de Macunaíma. São mais de 7.000 cor-respondências passivas que estão sendo organizadas pelos pesquisadores do IEB-USP. Da mesma forma, nenhum outro escritor brasileiro mereceu tantos títulos - mais de 20 - publica-dos em livros a partir das cartas enviadas a seus interlocutores. Essa correspondência ativa com escritores como Bandeira, Drummond, Cascudo e Sabino, entre outros, fez de Mário o maior missivista brasileiro de sua época. A partir da leitura desses livros, o presente artigo procura analisar sua correspondência ativa revelando, através de textos epistolares e de troca de fotografias, seu incontido desejo de colecionar imagens de personagens anônimos e amigos e de viajar pelo país em busca das raízes e da cultura do povo brasileiro.
[ texto completo ]

Palavras-chave : Mário de Andrade - Epistolografia - Fotografia


AS PRÁTICAS EDITORIAIS DO SÉCULO XIX E INÍCIO DO SÉCULO XX E O PAPEL DA ASSOCIAÇÃO TIPOGRÁFICA DA BAHIA
Carvalho, K.
Instituto de Ciência da Informação/UFBa

Resumo :
[ texto completo ]

Palavras-chave :


VOZES DO CÉU - OS PRIMEIROS MOMENTOS DO IMPRESSO KARDECISTA NO BRASIL
Fernandes, M. O.
Faculdade Anhembi Morumbi

Resumo : Este presente trabalho (síntese de minha dissertação, defendida na ECA-USP, sob a orientação da Profa. Dra. Jerusa Pires Ferreira) consiste no levantamento e análise dos primeiros momentos da edição kardecista no Brasil; período correspondente à segunda metade do século XIX - 1865-1874, na Bahia. Também, trata-se de um estudo sobre o primeiro editor kardecista: Luiz Olympio Telles de Menezes - uma figura especial (como será visto adiante) - que cuidou da tradução e organização desse ideário no país. No desenvolvimento de seu trabalho como editor de impressos kardecistas, abriu-se uma discussão pública, entre os adeptos e os opositores do espiritismo. Para além das questões relacionadas ao ideário espírita no século XIX entre os brasileiros, pretendeu-se compreender, aqui, a figura do editor e a autoria num dos segmentos da edição popular.
[ texto completo ]

Palavras-chave : edição popular; memória editorial; espiritismo no Brasil (século XIX)


LEITURAS E CORRESPONDÊNCIAS NO BRASIL IMPERIAL
Ferreira, T.M.T.B.C
UERJ/IFCH

Resumo : No século XIX, a cidade do Rio de Janeiro concentrava um alto número de livrarias, bibliotecas públicas e particulares, além de um número significativo de leitores. As bibliotecas particulares eram mais visitadas ou invejadas à medida que exibiam textos mais recentes e de difícil aquisição. Algumas categorias sócio-profissionais desenvolviam o gosto pela ampliação de seus acervos, adquirindo obras que muitas vezes nunca chegariam aos acervos públicos. Neste cenário aparece um tipo se integrou ao grupo: o bibliófilo. Dentre esses, um nome se destacou: o de Francisco Ramos Paz.
[ texto completo ]

Palavras-chave : o bibliófilo, Francisco Ramos Paz, século XIX, Rio de Janeiro


O CONTADOR DE HISTÓRIAS NA PERSPECTIVA DA FORMAÇÃO DO LEITOR: UM ESTUDO DE CASO
Gomes, A.L.
Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Resumo : Este trabalho faz parte da tese que estudou a atividade de contação de histórias como recurso pedagógico no ensino de literatura objetivando a formação do leitor. Adota-se como referencial teórico os pressupostos do sócio-interacionismo, da psicolingüística e da estética da recepção, levando-se em conta a relação entre o pesquisador e os sujeitos pesquisados em ambiente de sala de aula. O trabalho se insere na categoria da pesquisa experimental, aplicada a uma situação de ensino-aprendizagem, na qual se faz um estudo de caso, utilizando os aportes etnometodológicos. Pôde-se revelar a importância da prática de contação de histórias como via de acesso ao texto narrativo, desenvolvendo nos alunos uma postura metacognitiva de reconhecimento da leitura literária como experiência e organização do saber, além da implementação da cultura de leitura em leitores em formação.
[ texto completo ]

Palavras-chave : Leitura, leitor, contador de histórias


JARDIM FECHADO - A VOZ E A VEZ DAS LEITORAS DA REVISTA FEMININA
Heller, B.
Universidade Paulista (Unip)

Resumo : A Revista Feminina, fundada em 1914 por Virgilina de Souza Salles, em São Paulo, contou com grande número de leitoras nos seus 22 anos de funcionamento. Tal sucesso pode ser parcialmente explicado pela boa divulgação da revista, bem como pelas estratégias de promoção que adotou, como prêmios e descontos. É na seção "Jardim Fechado" que talvez resida a maior atração que exerceu sobre o público feminino, pois nela pediam-se para publicar "pequenas comunicações de nossas leitoras, bem como produções literárias" para "desenvolver assim o gosto literário entre as leitoras". Muitas corresponderam ao pedido e puseram-se a colaborar com artigos assinados. Tal participação, objeto de minha análise, sugere a formação de um público letrado feminino maior que os índices oficiais de alfabetização feminina na época, que beiravam os 20%.
[ texto completo ]

Palavras-chave : Leitura; escrita; Jardim Fechado


ARMAZÉNS DE PAPEL X ARMAZÉNS DIGITAIS: A REDE DA NEO INTERATIVA
Hoeltz, M.
UNISC/RS

Resumo : As ferramentas digitais têm facilitado imensamente o emprego de estratégias de design gráfico desenvolvidas para impressos sobre papel. Enquanto alguns designers buscam, no passado, 'fórmulas' que possam ser repetidamente aplicadas, outros procuram adaptar as práticas consolidadas às necessidades e possibilidades dos novos meios digitais. Emerge, assim, uma nova linguagem gráfica, que o presente trabalho procura identificar e discutir a partir de um estudo de caso de design para hipermídia - a revista Neo Interativa, editada em CD-ROM, no Brasil, entre os anos de 1994 e 1998.
[ texto completo ]

Palavras-chave : revistas, multimídia, hipermídia


A CAPA EFÊMERA: RAÍZES E CAUSAS DA INSTABILIDADE COMO ESTRATÉGIA NO DESIGN EDITORIAL
Kopp, R.
UNISC/Universidade de Santa Cruz do Sul-RS

Resumo : O artigo se propõe a identificar e analisar os fatores que dão condições para o surgimento do design gráfico cambiante. Para tanto, são pesquisadas as questões relacionadas à transição Modernidade / Pós-Modernidade e à história do design gráfico. O fenômeno do design gráfico cambiante é identificado e caracterizado através de manifestações que não adotam projetos de identidade visual estável, rompendo com os padrões e regras do design funcionalista do alto Modernismo. As variantes responsáveis pelo surgimento e crescimento da mutação de identidades no design gráfico são relacionadas à sociedade contemporânea, expondo o design gráfico cambiante como uma de suas faces.
[ texto completo ]

Palavras-chave : design gráfico, Pós-Modernidade, instabilidade


PAULO COELHO, UM AUTOR SINGULAR: DA "CULTURA DAS BORDAS" AO "CENTRO"
Romancini, R.
Faculdades Integradas Rio Branco

Resumo : O artigo descreve a trajetória editorial de Paulo Coelho, mostrando que o sucesso mercadológico do autor não foi imediato, mas sim precedido por várias publicações. E é marcado caracteristicamente por uma mudança no circuito do livro dos trabalhos do autor. Estes, em determinado momento, deslocam-se do circuito de uma "cultura das bordas" (Ferreira, 1992, 1996) para um âmbito extremamente profissionalizado do mercado editorial.
[ texto completo ]

Palavras-chave : Paulo Coelho, história editorial, circuitos do livro


O VALOR DO DESIGN GRÁFICO NAS PUBLICAÇÕES DA EDUFBA
Rosa, F.G.
Universidade Federal da Bahia

Resumo : Esse trabalho mostra a transformação visual-gráfica pela qual passou a produção da Editora da Universidade Federal da Bahia - EDUFBA desde a sua criação até os dias atuais e como isso ocorreu. A mudança efetiva acontece a partir de setembro de 1998 com a criação de um Setor de Editoração estruturado, com equipamentos e softwares adequados a atividade editorial e com a formação de uma equipe composta por profissionais especializados e estagiários da área do design gráfico. Essa mudança traz confiabilidade de outras editoras situadas no mercado editorial do sudeste para co-edições (como a UNESP), maior satisfação dos autores com a qualidade final do livro e faz também com que os livros da editora alcancem um padrão de qualidade podendo assim concorrer nas livrarias com as produções das grandes editoras
[ texto completo ]

Palavras-chave : Editoras Universitárias - Design - Evolução


UM PALÁCIO DE LIVROS NOS TRÓPICOS: METÁFORA, PROJETOS E CONCRETIZAÇÕES
Schapochnik, N.
Faculdade de Educação/USP

Resumo : Espaço da leitura onde um leitor silente busca satisfazer seus prazeres egoístas, ou local em que um grupo acompanha o exercício de decifração de um texto realizado por outrem, a biblioteca é uma construção, uma intervenção sobre o território. Este estudo aborda as novas bases institucionais da leitura implantadas na cidade do Rio de Janeiro no cenário cultural oitocentista. Submetidos a sucessivos deslocamentos, as bibliotecas e os gabinetes de leitura ocuparam as mais distintas instalações.
[ texto completo ]

Palavras-chave : bibliotecas, gabinetes de leitura, Rio de Janeiro


LITERATURA E TV: DISCUTINDO O CONCEITO DE ADAPTAÇÃO
Straccia, C.
Universidade Metodista de São Paulo

Resumo : Quando, nos créditos de uma obra televisual, encontra-se a palavra adaptação, parece tratar-se de uma afirmação sem maiores controvérsias. A realidade não é bem essa. O procedimento de passagem de uma obra literária para outro meio, que pode receber uma explicação simples e técnica, provoca muita discussão: desde reações hostis de escritores a defesas apaixonadas dos adaptadores. Este artigo apresenta e confronta as diferentes definições de adaptação, bem como as críticas e as justificativas que ela desperta, propondo que o processo de adaptação seja compreendido como mais um, dentre tantos, modo de se contar histórias.
[ texto completo ]

Palavras-chave : adaptação - literatura - televisão


LEITURAS INGLESAS NO BRASIL OITOCENTISTA
Vasconcelos, S.G.T.
Universidade de São Paulo

Resumo : Não há quem conteste a forte presença da literatura francesa no Brasil do século XIX. Entretanto, nem só de civilização francesa viveu o país naquele período. Pacotilhas de "novelas" inglesas também aportaram em terras fluminenses no primeiro terço do século XIX e, encontrando um novo circuito de circulação formado pelas várias livrarias que se foram abrindo e pelos gabinetes de leitura e bibliotecas que se foram fundando, chegaram às mãos do público leitor. O objetivo dessa comunicação é apontar queis foram alguns desses romances, discutir a circulação dessas leituras inglesas no Brasil e estabelecer algumas aproximações entre o romance inglês setecentista e a formação do romance brasileiro
[ texto completo ]

Palavras-chave : romance inglês; difusão do romance; ficção brasileira


SOBRE O E-BOOK; PRODUÇÃO EDITORIAL E NOVAS TECNOLOGIAS
Villaça, N.
Escola de Comunicação/UFRJ

Resumo : A intenção é fazer algumas reflexões em torno do aparecimento do livro eletrônico e de questões divulgadas pela mídia e literatura específica sobre a potencialidade de seus diversos formatos e suportes (on-line, e-book, CD rom) no confronto com as estratégicas de comunicação surgidas com o advento da imprensa. Pretende-se também refletir sobre o exercício da subjetivação no contemporâneo e as relações de poder que se instalam no horizonte das novas tecnologias, pensando os usos e aplicações que formam o contexto das motivações cognitivas das novas tecnologias face às demandas sociais de participação comunicativa e acesso democrático às fontes.
[ texto completo ]

Palavras-chave : Livro - e-book - subjetivação