Rádio dramatizado, por que
não?
Maria
Cristina Brandão de Faria
Profa. do curso de Comunicação Social da Universidade
Federal de Juiz de Fora - MG
Mestre em Teatro pela UNI RIO
Doutoranda em Teatro pela mesma instituição.
Resumo: Na defesa da radiodramatização , reunimos um breve histórico do gênero que teve seu período áureo na década de 40, com a edição diária das radionovelas .Hoje, apesar do radiodrama estar praticamente extinto da programação das emissoras, algumas iniciativas ousadas tentam resgatá-lo. Relato da experiência realizada com os alunos da Faculdade de Comunicação da UFJF que criaram o seriado Besame Mucho , veiculado pela Rádio Universitária
El gênero dramático nos resulta un género tan próximo,tan familiar, porque imita la vida, recrea situaciones que hemos vivido o que quisiéramos vivir. Desde las máscaras africanas hasta los niños calzando los zapatos de los papás, el hombre se descubre como un animal de imitación .Repetimos lo que vemos. Lo reivintemos. Nos desdoblamos. Nos disfrazamos. A todos nos encanta actuar y ver actuar. El gênero dramático atrae como el espejo, tanto para los actores como para los actuados, porque en las vidas ajernas reflejamos la nuestra. Quién no se ha derretido ante un Albertico Limonta, quién no necesita llorar sobre el hombro de Mamá Dolores?
José Ignácio López Vigil 1
O
teatro radiofônico foi estabelecido na Inglaterra, em 1924, com as primeiras
transmissões de radiodramas que se sucederam também na França e em outros
países. Outro fato de que se tem notícia é de que o primeiro texto didático de
Brecht foi escrito para o rádio : “O vôo sobre o oceano” - material destinado a
ser usado pela rádio para modificar sua programação. Brecht escreveu Propostas
ao Diretor de Rádio, texto publicado em 1927 , onde propõe a democratização
do rádio , aconselhando a transmissão de obras exclusivamente destinadas a esse
tipo de expressão. Defende o uso “romance radiofônico”, uma linguagem nova,
surpreendente , rigorosa e capaz de um extraordinário vigor narrativo, dizia
ele. Nem música nem literatura, definia Brecht, “estamos diante de um som
trabalhado enquanto material básico para construção de obras definitivas que
instauram uma linguagem avassaladora ,liberta do naturalismo e mesmo de um superficial
realismo: a estereofonia parece inaugurar uma nova ordem de elementos que , com
liberdade criadora, desprezando a lógica de textos a serem vistos ou lidos,
abandonando a sintaxe de cinema ou literatura, organizam um universo novo no
qual a palavra e o som , ruídos e silêncio , ou mesmo música, propõem a partir
de efeitos técnicos, e/ou humanos, uma realidade criativa e surpreendente. Isto
é a peça radiofônica, definia Bertold Brecht. A visão de Brecht aponta caminhos
ousados pois iria acentuar a necessidade de se buscar uma estrutura específica
e nova numa linguagem a ser ainda criada com seus próprios recursos narrativos.
Brecht afirmava que a arte e o rádio deviam ser , a exemplo do teatro épico,
colocados à disposição de projetos didáticos. Na verdade, a adaptação do
romance de seu amigo Alffred Dublin, Berlin Alexanderplatz,dirigida por
Max Bing, em 30 de setembro de 1930, seria um marco na rádio alemã. 2
Já
nos Estados Unidos, o rádio passava a ser explorado em toda a sua
potencialidade como veículo de irradiação de histórias seriadas Em meados da
década de 30, o aparelho de rádio tornava-se um bem de consumo popular na
sociedade americana. Em 1934, 90% das famílias já possuíam seu aparelho . No
início tratava-se de dramas com curta duração - 15 minutos, apresentados ,
diariamente, no horário diurno. “Painted Dreams”, foi lançado em 1930, seguida
de “Today Children”que inaugurava toda uma época de sucesso da chamada
“soap-ópera”, ( ‘’operas de sabão”), isto é, o radioteatro patrocinado pelos
fabricantes de sabonete, dentifrícios, perfumarias etc. Firmas como a Procter
and Gamble, a Colgate Palmolive, a Lever Brothers começaram a produzir as
soap operas para vender seus produtos às donas-de-casa. Estas grandes
patrocinadoras contratavam escritores, radioatores e praticamente alugavam
horários oferecidos pelas empresas radiofônicas para divulgarem as óperas de
sabão. Os radiodramas priorizavam assuntos como a mulher só, problemas no
casamento, a saga de famílias etc. Segundo a feminista americana Tânia
Modleski, a soap opera foi uma forma de narrativa feminina que se
desenvolveu , historicamente, nos Estados unidos, a partir de novelas
domésticas , gênero do século XIX escrito especificamente para as mulheres e no
qual elas eram consideradas como fator moral e ético de preservação do lar
contra forças do mundo exterior . A figura da mulher é percebida duplamente:
primeiro, enquanto figura do lar , portanto, uma consumidora em potencial;
segundo , um ser que vive um universo, particularmente feminino, povoado por
experiências e expectativas que podem ser exploradas , ficcionalmente , por uma
narrativa específica - a soap ópera visava vender e falar para a mulher.
Enquanto
as soap-operas eram dramas veiculados em formato de seriado, a
radionovela, isto é, o drama em capítulos seria uma invenção cubana.Segundo
Renato Gonzáles, autor de “A radionovela em Cuba”, seu país parece ter sido
realmente o primeiro a investir nesse gênero radiofônico. Desde o início da
década de 30 várias experiências dramatúrgicas estavam sendo testadas ali., em
particular o radioteatro. Félix Caignet irradiava , em 1934, em Santiago de
Cuba, as histórias de Chan Li Po , inspiradas num detetive chino-americano
Charlie Chan , reeditando um tipo tipo de suspense folhetinesco . Mas é por
volta de 1935 que começam a florescer as radionovelas em Havana. O sucesso
desta nova dramaturgia era grande o que obrigou ao escritor a mudar seu estilo
para o melodrama escrevendo “Agelis de la Calle”e “El direcho de nascer’.
Mas
por que Cuba? Existem muitas razões para que isso ocorra lá. Concentrava-se no
país, um sistema radiofônico avançado devido à sua proximidade com os grandes
centros como Miami e o interesse do capital americano em expandir fronteiras (
exportava suas técnicas de programação). Na década de 20 os aficcionados do
rádio, em Cuba ,tinham por hábito ouvir as rádios americanas. As primeiras
idéias para a organização comercial das rádios foram introduzidas pelas
agências de publicidade. Em 1933, Cuba já figurava entre os países de grandes
redes de radiodifusão ( após Estados Unidos e Canadá) Contava com técnicos
especializados e pessoal artístico. Dentro desse contexto é que surgem as
radionovelas patrocinadas por fábricas de sabão cubanas - Crusellas e Savatés -
e depois, a Colgate/Palmolivee Procters and Gamble , como acontecia nos Estados
Unidos com as soap -operas. Havana emerge assim, como o pólo de produção
do gênero e durante muitos anos exportaria seus livretos de radionovelas para
toda a América Latina .3
O
caso brasileiro
Fazendo
uma breve garimpagm nas anotações da cronologia do rádio em São Paulo, Rio de
Janeiro e outros estados onde também as rádios proliferavam na década de 30,
Luiz Maranhão Filho afirma que nesse período, evidenciou-se a necessidade de
adequar-se os textos dramáticos ao meio radiofônico. Ou melhor, os textos
encenados nos palcos requeriam adendos e explicações diante dos microfones.
Não
é fácil provar quem fez primeiro mas a imprensa registrou os trabalhos de
radioteatro que reuniram nomes como Otávio Gabus Mendes, José Medina, Sebastião
Arruda, Manoel Durães, Walter Durst (SP); Olavo de Barros , Plácido Ferreira,
Vitor Costa, Cleson Guimar~es, Cordélia Ferreira( RJ); Luis Maranhão, Poliana,
Vicente Cunha (PE).
O
primeiro momento do gênero no rádio foi marcado pelo formato sketch.Vinha
do teatro de variedades e identificava-se pela curta duração e pelo humor .
Eram famosas as “cortinas cômicas” explorando o novo meio eletrônico ou a
produção de cenas cômicas utilizando-se um mesmo humorista para interpretar
diferentes “personagens” ou diferentes vozes - filão retomado mais tarde , por
Nhô Totico, em São Paulo ou Silvino Neto, no Rio de Janeiro. O rádio abria
espaço também para nomes consagrados do teatro .Em São Paulo, por exemplo, há
notícias em torno da presença de Raul Roulien , o primeiro brasileiro a atuar
no cinema em Hollywood, nas emissões da Rádio Educadora, bem como a
participação de Procópio Ferreira no mesmo canal. No Rio, a Companhia de Jaime
Costa, nome famoso da comédia brasileira, tem presenças esporádicas no rádio.
A
veia dramática foi testada , primeiramente, com um gênero francês , de
entreatos, o
grand-guinol, que não excedia a 30 minutos.Mais tarde adotou-se o “teatro cego”, ou
seja, a irradiação de textos clássicos do teatro universal . Os radioatores
apenas liam as peças ao microfone. O radioteatro seria ampliado com sonoplastia
e música e se caracterizaria como a essência da arte radiofônica .Nessa época
já ouviam-se atentamente as domingueiras de Monoel Durães, na Rádio Record de
São Paulo. Era o teatro se apossando do meio radiofônico.E o gênero prosperou
durante toda a década de 30 e outros programas ficariam conhecidos como “O
Grande Teatro Tupi”(na Rádio Tupi de São Paulo), O “Teatro pelos Ares” ( na
Mayring Veiga do Rio de Janeiro) e o “Teatro em Casa”, (na Rádio Nacional).
Em
1941 o rádio brasileiro ganharia um dos mais atraentes derivados do radioteatro
ou seja, a história seriada - formato introduzido pelo dramaturgo Oduvaldo
Vianna que escreveu a primeira radionovela genuínamente brasileira -
“Fatalidade” .No Rio de Janeiro, a Rádio Nacional já veiculava “Em busca da
Felicidade”, do argentino Leandro Blanco. As novelas atravessariam toda a
década de 40 e também a metade dos 50 como gênero de maior sucesso no rádio
brasileiro enquanto os radioteatros entravam numa fase de declínio.
Como
pudemos observar, foi se o tempo em que as radionovelas proliferavam na
programação radiofônica. Época do rádio quase totalmente dialógico , sustentado
por efeitos de sonoplastia que nos fazia imaginar perfeitamente, uma “
cenografia sonora” e quando a música era utilizada para criar uma atmosfera ou
provocar no ouvinte determinada emoção , desenhar o caráter de uma personagem e
até mesmo expressar estados de ânimo.
Dramatização
radiofônica hoje
O
radiodrama está praticamente extinto no Brasil, acredita Luiz Alberto Sanz4 ppor questões econômicas e políticas .Não se recuperou a radionovela
da Nacional depois da evasão de atores, autores e técnicos perseguidos pelo
golpe de 64 . A televisão absorveu essa mão de obra e transformou o gênero em telenovela
. Esporadicamente, a Rádio MEC , no Rio, preocupa-se em reeditar o
radiodrama mas apesar de alguns pilotos terem sido veiculados, são facilmente
abandonados devido ao alto custo da produção . No entanto, em São Paulo, as
Rádios Cultura e USP ainda oferecem ao radiodrama digna persistência de
produção e programação. Há que se registrar ainda, a corajosa iniciativa de
Artemisa Azevedo, na Rádio Nacional da Amazônia que leva ao ar , diariamente,
uma novelinha de 20 minutos para a região Norte, com uma audiência estimada em
3 milhões de pessoas. No programa “Falando Francamente”, a jornalista
pernambucana, funcionária da Radiobrás, virou autora de folhetins.5
De
um modo geral, resta-nos alguns fragmentos do radioteatro . Um exemplo, é a
“publicidade dramatizada” que está presente tanto em emissoras AMs ou FMs. A
todo instante somos tocados por comerciais que reproduzem pequenos scketes -
imitam situações do nosso dia-a-dia para vender melhor o produto anunciado.
Se a programação das emissoras, com raras exceções , não investe mais no
radioteatro, o marketing não esqueceu o jogo persuasivo desse formato junto ao
ouvinte. A esperteza une-se à criatividade dos publicitários que retomam os
princípios básicos do rádio dramatizado - garantem que a radiodramatização
quebra a monotonia do discurso narrativo e movimenta a imaginação do
receptor.Alcança bons níveis quando oferece “imagens auditivas”, sugere
situações e cenas com efeitos sonoros, estimulando situações quase palpáveis. A
mensagem se humaniza e o público se sente mais tocado com a cena dramática.
No
restante da programação isso não acontece. A maioria das emissoras investe
pouco em trabalhos radiofônicos que utilizem a dramatização de qualidade. O que
ouvimos muito , hoje em dia, são paródias de humor, seguindo roteiros com
vícios de conteúdo, chanchadas grosseiras e de mal gosto. É raro encontrar quem
faça humor com autêntica graça como nos antigos programas da Rádio Nacional.
Hoje , as piadas no rádio são breves, contam com poucos atores. Geralmente um
único humorista fazendo várias vozes.
É
comum também encontrarmos casos reais da crônica policial que viram histórias
interpretadas nas rádios AMs . Um pouco mais ousado tem sido o Você Decide
Verdade ( Rádio Globo –Rio aos sábados, a partir de 6 h) apresentado pelo
radialista Antônio Carlos. O programa apostou no drama radiofônico. O ouvinte
acompanha os detalhes de um tema atual , introduzido no ar, com requintes de
dramatização .O apresentador , contando também com uma reportagem de rua, ouve
as opiniões dos ouvintes de algum ponto da cidade. Ao contrário do Você
Decide da TV, a produção não busca uma solução para o desfecho de uma história
mas, pede que o ouvinte opine sobre o tema em questão. O sociodrama ( como
melhor poderíamos definir os enredos) é sempre inserido no início do programa e
reprisado em diversos momentos enquanto no estúdio, Antônio Carlos junto a uma
equipe de convidados escolhidos pela produção, ajuda o ouvinte a se posicionar
sobre o assunto , emitindo opiniões favoráveis ou discordantes.
O
Beame Mucho, na rádio Universitária da UFJF
Foi
preciso criar a “Oficina de Roteiro e Radiodramatização” para se fazer uma
tentativa de retomada do gênero dramático no meio universitário a partir de
produções de radioteatro gravadas para serem veiculadas na Rádio Universitária
Em 1998, quando a oficina foi instalada como Projeto de Iniciação Artística da
Gestão Cultural da Universidade Federal de Juiz de Fora, contou com a
participação de cinco bolsistas que desenvolveram o radiodrama “Histórias que o
rádio conta” título inspirado em crônicas publicadas pela Revista do Rádio . O
projeto, além de ter sido desenvolvido por alunos da Faculdade de Comunicação ,
contou ainda com a participação de alunos provenientes de outros cursos e até
da Terceira Idade que atuaram como voluntários. Os roteiros e gravações assim
como todo o trabalho de sonoplastia foram realizados no laboratório de rádio da
FACOM. As peças radiofonizadas em diversos gêneros desde o cômico ao suspense ,
faziam parte de programas fixos da Rádio Universitária e alguns sociodramas
produzidos pela equipe, foram divulgados também pela rádio Mega FM , uma rádio
comunitária do bairro Santa Cândida.
Em
1999, o projeto sofreu uma renovação de bolsitas e passou a produzir o seriado Besame
Mucho . Trata-se de uma comédia romântica protagonizada pelo casal Paulo
Sérgio, um publicitário bem sucedido e sua mulher Alice, uma psicóloga. Os dois
vivem às turras mas , no fundo, se amam apaixonadamente. Paulo Sérgio é um
homem sensível e preocupado com seu relacionamento amoroso. Alice, mais
pragmática, debate-se entre a paixão pelo marido e seus sonhos por aventuras
para renovar a rotina do casamento. Outros personagens , vez por outra,
aparecem para dar mais ação e dinamismo à trama.Os roteiros do seriado são
escritos pelos alunos Odirlei Costa ( Paulo Sérgio) e Ana Claudia Barros (
Alice) que integram o projeto além de alguns colaboradores voluntários, como
Vilena Varginha e Pablo Peixoto .
Na
direção do projeto , submeto os alunos a um treinamento intensivo de como
escrever e interpretar para o rádio e como tornar os episódios mais
envolventes, através da sonoplastia e da música .Todos os participantes do Besame
Mucho têm a preocupação em exercer o melhor possível a arte de representar
para o ouvinte de rádio. A criação do radioator é explorada em cada episódio de
acordo com as exigências do roteiro. pois a interpretação para o rádio tem a função
de passar para o ouvinte um “retrato”de cada personagem que aparece nas
histórias.
Um
tom de humor romanceado é característico dos episódios que têm um tempo médio
de 8 minutos. A canção Besame Mucho, de Consulelo Velasquez pontua os
encontros calorosos de Alice e Paulo Sérgio, ele, um apaixonado pelos clássicos
do bolero. A trilha sonora do seriado , sob orientação artística de Iury Salk,
concentra, basicamente, a música “lounge” , exótica , com destaque para as
composições de Les Baxter, Martin Denny e Perez Prado, seguindo os rítmos
latino-americanos. A abertura de cada episódio é ilustrada com um trecho de
“Black Hole Sun”, uma faixa do grupo Moog Cook Book e a finalização é feita com
o “Dueto”, canção de Chico Buarque e Nara Leão. O seriado foi apresentado no
programa ancorado por Gustavo Medela , transmitido sempre às quartas-feiras,
entre meio dia e uma da tarde na frequência 87,9 da Rádio Universitária (
UFJF). Muitos casos foram reprisados em outros programas da rádio.6
Na
retomada do gênero dramatizado temos garantido uma boa receptividade no meio
acadêmico. Durante o Seminário de Iniciação Artística da UFJF , em abril do ano
passado, confrontamo-nos com o público. Numa audição “ao vivo”de um dos
episódios do seriado, e foi possível sentir a receptividade dos ouvintes, ali
presentes, através de suas ruidosas gargalhadas nos momentos mais cômicos da
história. Esta reação foi gratificante pois tivemos uma idéia de como a
radiodramatização é recebida, em casa, pelos ouvintes da Rádio Universitária.
Atualmente
a “oficina” interrompeu suas atividades devido ao meu afastamento para o
Doutorado na Uni Rio. Apesar disso, o radiodrama é mantido na disciplina
“Dramatização em Rádio”, oferecida no curso de Jornalismo da Faculdade de
Comunicação, como disciplina opcional . Continuamos apostando no gênero e nas
suas infinitas possibilidades.
Relacionamos
aqui, algumas sinopses do seriado, já exibidas :
1) O que fazer com o dinheiro ? (Alice e
Paulo Sérgio estão às voltas com o dinheiro da restituição do Imposto de
Renda.Os dois têm planos diferentes para a aplicação do dinheiro e acabam
colocando em questão seus sonhos de consumo - Roteiro de Odirlei Costa e Ana
Cláudia Barros. Revisão de Ana Rosa Valentim -Foi o primeiro episódio da série
- gravado em 30/5/99)
2) O Mago ( Alice e Paulo Sérgio recebem
a visita de um ex- companheiro de Paulo Sérgio, do curso Científico., agora
transformado em Mestre Rogê. O visitante é apresentado à Dona Leopoldina, mãe
de Alice , curiosa e consumidora de textos esotéricos. O Mestre, apesar de sua
irreverência, acaba trazendo sorte ao casal - Roteiro de Ana Rosa Valentim .)
3) Livro de Auto Ajuda ( Alice está
empenhada no lançamento de um livro de auto-ajuda que enfoca a escolha do
parceiro ideal para o casamento e indiretamente acaba atrapalhando os negócios
de Paulo Sérgio , na sua agência de Publicidade - Roteiro de Odirlei Costa )
4) Ciúmes de Mulher ( Uma vizinha muito
sensual com um nome singular, Tallulah , acaba provocando ciúmes em Alice .
Paulo Sérgio empolga-se com a vizinha na montagem de um guarda-roupa , mas tudo
acaba bem e Alice prova ser a mulher ideal para ele. Roteiro de Odirlei Costa.)
5) Vexame na Boite ( Alice e Paulo Sérgio
saem para conhecer uma nova boite mas Paulo Sérgio implica com o decote da
mulher; na opinião dele, muito provocante . Na boite, movido pela bebida, acaba
criando confusão com um amigo por causa do ciúme que tem de Alice - Roteiro de
Ana Rosa Valentim.)
6) Primeiro Encontro de Alice e Paulo Sérgio (
Paulo Sérgio é quem conta aos ouvintes quando e como foi que conheceu Alice .
Flash-back acompanhado pela narradora do episódio - Roteiro de Odirlei Costa.)
7) O stress (Um cliente de Alice aparece
na casa dela apresentando sintomas de stress e acaba se envolvendo na vida do
casal no momento em que o escritório da agência de Publicidade, onde Paulo
Sérgio trabalha , sofre com um princípio de incêndio - Roteiro de Ana Rosa
Valentim )
8) As voltas que o mundo dá ( Alice
encontra um amigo de Faculdade numa locadora de vídeo . Ele convida o casal
para jantar em seu apartamento. Depois de uma esticada numa boite, Paulo Sérgio
acaba descobrindo a opção sexual do tal “rapaz” - Roteiro de Odirlei Costa )
9) Sexy Shopping ( Revoltado com a
indiferença sexual da mulher, Paulo Sérgio , aconselhado por um amigo, vai um
sexy shopping com a finalidade de adquirir objetos eróticos para motivar Alice
mas acaba decepcionando a companheira. Roteiro de Odirlei Costa)
10) A Empregada ( Uma empregada que
atende ao telefonema de Paulo Sérgio para Alice e acaba provocando um mal
entendido entre o casal. Paulo Sérgio desconfia que Alice o está traindo mas
tudo não passa de uma ligação telefônica trocada. Roteiro de Pablo Peixoto com
revisão de Ana Rosa Valentim )
11) A primeira vez ( Alice relembra
o primeiro encontro amoroso com Paulo Sérgio . A primeira noite de amor do
casal - Roteiro de Ana Cláudia Barros e Milena Varginha )
12) A amiga Clara ( Uma ex- amiga de
Alice que fora conhecida como a menina mais tímida do colégio, reaparece
bastante mudada e pronta a interferir na tranquilidade do casal. Roteiro de
Odirlei Costa e revisão de Ana Rosa Valentim )
13) A falsa gravidez ( Alice ,
preocupada em engravidar, recebe um resultado positivo do laboratório de
análises clínicas. Mas ,na verdade, há um engano e Alice que pensava ter
ngravidado, está diante da realidade - ainda não foi desta vez. O clima de
decepção toma conta da mãe e do marido - Roteiro de Ana Cláudia Barros e
colaboração de Milena Varginha )
14) O Encanador ( Por engano, um
garoto de programa acaba chegando ao apartamento de Paulo Sérgio e Alice para
fazer um serviço hidráulico - Roteiro de Odirlei Costa e Ana Rosa Valentim )
15) O
acampamento ( Uma programação mal feita acaba deixando Paulo Sérgio e
Alice perdidos num lugar perigoso onde , forçosamente , são obrigados a
acampar. Roteiro de Ana Cláudia Barros e Milena Varginha)
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1 VIGIL, José Ignácio López.Radialistas Apasionados.1997 .Quito. Equador. p.140.
2 Citado por Fernando Peixoto em “Descobrindo o que já estava descoberto.In: Introdução à peça Radiofônica.George P. Sperber.(org) São Paulo: EPU, 1980.
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4 SANZ, Luiz Alberto ,Dramaturgia da Informação Radiofônica . Rio de Janeiro: Gama Filho, 1999. p. 89.
5 Revista Marie Clair n. 124. julho de 2001 .
6 Participando da iniciativa da Rádio Cultura AM , “Programa do estudante”, um dos episódios foi escolhido para ser transmitido por aquela emissora , em São Paulo