JORNAL INTERCOM![]()
Jornal semanal da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação![]()
Ano 4, nº 86, São Paulo – SP – Brasil
29 de fevereiro de 2008![]()
ISSN 1982-372X![]()
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Entrevista
José Carlos Marques: preparando o Intercom Sudeste
Por Francisco de AssisA pouco mais de dois meses do 13º Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sudeste – que será realizado de 7 a 10 de maio, na Universidade Presbiteriana Mackenzie –, o prof. Dr. José Carlos Marques, coordenador do evento, já está cuidando dos detalhes finais da programação.
Com a expectativa de reunir cerca de 2 mil participantes em São Paulo, Zeca Marques demonstra otimismo ao falar sobre os preparativos do Intercom Sudeste. Para ele, o congresso é a oportunidade de fortalecer os vínculos entre pesquisadores da região e de incentivar a participação de alunos.
Na entrevista concedida ao Jornal Intercom, o professor adiantou algumas das atrações previstas pela comissão organizadora e enfatizou alguns detalhes a respeito do Prêmio Expocom. Confira.
Jornal Intercom – O que a programação do Intercom Sudeste 2008 priorizará?
José Carlos Marques – O Intercom Sudeste é um congresso que possui duas vertentes distintas: uma mais acadêmica, por conta das palestras, mesas temáticas e apresentação de comunicações científicas no Inovcom e no Iniciacom; e outra de pesquisa aplicada e experimental, por conta do Prêmio Expocom, destinado à participação dos alunos de Comunicação e que deverá ser responsável por um número expressivo de inscrições. Diante disso, nossa organização tem procurado equilibrar os interesses dos participantes em torno dessas duas vertentes, uma vez que temos, de fato, dois eventos em um só.
JI – Que atrações foram pensadas especialmente para o evento?
JCM – A partir de nossa preocupação em equilibrar essas duas vertentes do Congresso, procuramos oferecer um número significativo de palestras e mesas de debates que pudessem colocar em discussão o Tema Central dos Congressos da Intercom em 2008 (Mídia, ecologia e sociedade) e também os seus subtemas (Consciência ambiental; Mídia e comunicação ambiental; Meio ambiente e divulgação científica; Responsabilidade Social). Apesar de ainda não termos recebido uma confirmação final, devemos contar na abertura do evento com a presença do prof. José Manuel Paquete de Oliveira – atual ombudsman da Rádio e Televisão Portuguesa (RTP) e ex-presidente da Sopcom – e, no encerramento, o atual Secretário Municipal de São Paulo do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge. Além disso, teremos 20 oficinas voltadas aos alunos (sobre fotografia, redação publicitária, criação, telejornalismo e radiojornalismo) e também os júris que elegerão os melhores trabalhos regionais nas diferentes modalidades e categorias do Prêmio Expocom.
JI – Em sua opinião, que contribuições o tema proposto pode trazer à comunidade acadêmica da Comunicação?
JCM – Em 1992, os congressos da Intercom obedeceram ao tema “Comunicação e Meio Ambiente”. Já era hora de atualizar essa discussão entre a comunidade acadêmica de comunicação, diante das transformações científicas e das novas tecnologias da informação surgidas nas duas últimas décadas. Para além disso, alguns conceitos pouco discutidos até então começaram a merecer um olhar mais cuidadoso por parte de nossa comunidade acadêmica, uma vez que não é mais possível ignorar a importância do debate sobre responsabilidade social, desenvolvimento sustentável, marketing verde, educomunicação ambiental, entre outros termos, no ensino e na prática dos profissionais de comunicação social.
JI – Que resultados a comissão organizadora espera alcançar?
JCM – Temos a intenção de contribuir para a oferta de espaços que permitam o diálogo e a troca de experiências entre pesquisadores, professores, profissionais e alunos de comunicação dos Estados da Região Sudeste. Além disso, há o desafio de acolher o Prêmio Expocom num novo formato e num novo regulamento: desta vez, todos os trabalhos inscritos serão apresentados aos júris locais. Será preciso montar uma estrutura especial para abrigar os cerca de 500 trabalhos que deverão ser exibidos durante o evento. Esperamos, no fim das contas, ter acolhido de forma positiva os anseios dos participantes e da Diretoria da Intercom, além de sedimentar o nome do Mackenzie como instituição voltada à pesquisa e ao ensino na área de Comunicação.
JI – O que os participantes podem esperar das oficinas preparadas?
JCM – As oficinas foram elaboradas especialmente para oferecer aos alunos a possibilidade de colocar em prática alguns conceitos aprendidos anteriormente em seus respectivos cursos de graduação. Nossa idéia é colocar em discussão as experiências e práticas pedagógicas vividas pelos alunos, confrontando-as com os próprios métodos de ensino utilizados em nossa instituição.
JI – Que importância o senhor vê na promoção dos congressos regionais?
JCM – A diretoria da Intercom vem acenando, nos últimos anos, para a necessidade do fortalecimento dos congressos regionais, haja vista a dimensão do território brasileiro e a proliferação de escolas de Comunicação em todo país. Neste ano, por exemplo, o congresso nacional da Intercom ocorrerá em Natal (RN). Acreditamos que muitos pesquisadores das Regiões Sul e Sudeste não poderão ir a Natal em função das distâncias e dos custos da viagem. Desse modo, os Congressos Regionais acabam por representar uma alternativa interessante para a discussão de alguns temas e abordagens que, às vezes, não têm lugar nos congressos nacionais. Soma-se a isso o novo regulamento do Prêmio Expocom, que também acaba priorizando a importância dos congressos regionais, já que estes passaram a ser eliminatórios para a premiação nacional.
JI – O que representa para o Mackenzie sediar um evento da Intercom?
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