JORNAL INTERCOM![]()
Jornal semanal da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação![]()
Ano 4, nº 111, São Paulo – SP – Brasil
12 de setembro de 2008![]()
ISSN 1982-372X![]()
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Entrevista
Por Fagner Farias
O prof. Antônio Hohlfeldt (PUC-RS), presidente da Intercom para o triênio 2008-2011, conversou com a equipe de divulgação do 31º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação.
Na entrevista, ele falou sobre suas percepções a respeito do evento e sobre as tendências do jornalismo. Confira.
Como o senhor avalia o evento realizado em Natal?
Antônio Hohlfeldt –O número de participantes superou as nossas expectativas. Nnosso cálculo era em torno de 3 mil participantes e, estamos com muito mais. A participação está sendo efetiva, os congressistas não estão fazendo turismo, mas participando efetivamente dos eventos, estão muito disciplinados, e as salas estão sempre cheias. É quantidade e qualidade. Estamos saindo entusiasmados. As universidades que acolheram o Intercom estão de parabéns, bem como os alunos e professores.
Qual o futuro do jornalismo no Brasil?
Hohlfeldt – Creio que cada vez mais importante, pois o jornalismo está vinculado a desenvolvimento social, cidadania e democracia, porque é o que possibilita uma boa informação. No episódio do STF, onde foi debatida a necessidade ou não do diploma de jornalista, nós dissemos aos juízes que não estamos defendo corporação de jornalistas, mas o direito da sociedade brasileira de ter bons jornalistas, de ter boa informação multiplicada para formar suas decisões e suas posições. Este é o grande desafio e grande serviço que o jornalismo presta.
O que o senhor pensa sobre ética no jornalismo?
Hohlfeldt – Acho que um indivíduo que não tem a ética já entra com um déficit no trabalho profissional do jornalismo. Por isso, o curso é importante, pois você não aprende apenas tecnologias ou artesanatos de como fazer bom jornalismo, mas assimila a responsabilidade da conseqüência de um jornalismo mal feito que pode provocar na sociedade um efeito desastroso.
Como o senhor avalia o crescente número de pessoas à procura desta profissão?
Hohlfeldt – O jornalismo ainda guarda uma certa aura de aventureirismo, de aventura, de jornalista notívago, que pode viajar a procura de notícias.
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