JORNAL INTERCOM![]()
Jornal semanal da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação![]()
Ano 4, nº 105, São Paulo – SP – Brasil
18 de julho de 2008![]()
ISSN 1982-372X![]()
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Acontece
Um quarto do mundo terá acesso à internet em 2012
Fonte: Folha Online / O Globo Online
O número de usuários de Internet vai chegar a 1,8 bilhões de pessoas em 2012, chegando a um quarto da população mundial. Segundo previsão da consultoria JupiterResearch, o crescimento será principalmente em economias emergentes, com Brasil, Rússia, Índia e China alcançando os maiores índices de crescimento.
A JupiterResearch aponta que o número de internautas vai crescer 44% até 2012, em relação aos dados de 2007, alavancado principalmente por países em desenvolvimento. Em dados absolutos, a China deve ultrapassar os Estados Unidos no número de usuários freqüentes de Internet. A Índia deve ficar com o terceiro lugar.
Apesar disso, a consultoria avalia que, em 2012, esses países ainda estarão muito atrás de potências como os Estados Unidos no que se refere ao índice da população com acesso à rede. A expectativa é que os emergentes cheguem em 2012 aos índices de penetração de Internet que os EUA tinham em 2000.
"Apesar de as economias emergentes terem uma porcentagem de usuários de Internet mais baixa comparada com os países desenvolvidos, a JupiterResearch acredita que eles vão dar um salto na curva de aprendizado, ao adotar atividades on-line mais sofisticadas que os desenvolvidos", afirma Vikram Sehgal, diretor de pesquisa da empresa e autor do estudo, em nota.
COMUNIDADES – O Brasil é uma mostra de como os países emergentes estão em processo contínuo de adesão da Internet. O país é, por exemplo, o que mais usa sites relacionados a comunidades, como redes socais, tanto em horas gastas nesse tipo de site quanto no número de acessos.
Dados do Ibope/NetRatings indicam que, em abril deste ano, 17,5 milhões de pessoas navegaram nesses portais utilizando conexão residencial, o maior número entre os dez países analisados pela empresa.
E a última medição divulgada pela empresa indica que o acesso por Internet em banda larga no Brasil cresceu 53% em um ano, chegando no mês de abril a 18,3 milhões de usuários residenciais ativos (que acessaram a rede em casa pelo menos uma vez no mês). O dado mostra que 82% dos internautas brasileiros utilizaram Internet rápida naquele mês.
Segundo a pesquisa, 22,4 milhões de pessoas utilizaram Internet residencial – em qualquer velocidade –, em abril deste ano, um crescimento de 41,3% em relação aos 15,9 milhões de abril de 2007. A alta foi a maior registrada no mês entre os dez países que são monitorados pela Nielsen/NetRatings.
PCS EM ALTA – O Brasil vendeu 2,82 milhões de PCs no primeiro trimestre deste ano, o equivalente a cerca de 21,5 unidades por minuto, segundo dados de uma outra consultoria, o IDC. O resultado representa uma alta de 18,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A expectativa é que o Brasil feche 2008 com 13 milhões de máquinas vendidas, o que faria do país o quarto maior mercado de PCs do mundo, ultrapassando o Reino Unido.
Os resultados de 2007 colocaram o Brasil na quinta posição, atrás de Estados Unidos, China, Japão e Reino Unido. De acordo com a IDC, até o final de 2010 o Brasil deverá ser o terceiro maior em vendas de computadores, atrás apenas de Estados Unidos e China.
O IDC projeta que esse mercado vai se manter em crescimento pelo menos até 2012, porém com taxas menores. A expectativa é que, naquele ano, o Brasil chegue à marca de 25 milhões de computadores vendidos.
AMÉRICA LATINA – Paraguai e Bolívia seriam os dois únicos países da América Latina com menos de 10% da população com acesso à Internet, segundo pesquisa da Câmara Paraguaia de Internet (Capadi). O Paraguai segura a lanterna do ranking, com apenas 4% de taxa de penetração da rede. A Bolívia tem 6%. O Brasil fica na média do continente, com 22,4% de pessoas online.
O estudo aponta que o Chile é o país mais conectado na América do Sul, com acesso para 43% da população. Em seguida vem a Argentina (39,7%) e o Uruguai (31,8%).
Segundo nota divulgada no site da Fapesp, a Capadi cita o monopólio de acesso às redes de fibras ópticas internacionais por parte da Companhia Paraguaia de Comunicações, as altas tarifas cobradas pelos provedores e a ausência de um marco regulatório para as empresas que desejam investir no setor como entraves para o crescimento da Internet no país.
Entre as medidas sugeridas pela Câmara Paraguaia de Internet para tentar reverter o cenário estão a criação de uma rede nacional de dados, o estabelecimento de uma infra-estrutura de comunicações com cobertura nacional, a melhora na qualidade dos serviços e a liberação dos serviços multimídias e de acesso à Internet.
CUBA – Esqueça iPods, BlackBerries e outros aparelhos eletrônicos. A maioria dos cubanos ainda espera a instalação de um telefone e menos de cinco por cento deles possui computador, informou o governo nesta quinta-feira.
Segundo dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas sobre o setor de telecomunicações, em 2007 havia 1,2 milhão de linhas telefônicas no país, cuja população é de 11,2 milhões de habitantes.
Cerca de 910.000 linhas de telefone eram residenciais, e o restante estava nas mãos do Estado. Os telefones celulares são apenas 330.000, incluindo os fixos que operam com tecnologia celular.
De acordo com o órgão, havia 4,5 computadores para cada 100 moradores, mas a maioria deles está em instituições do governo, dependências do setor de saúde e escolas.
O relatório foi divulgado dois meses depois de o presidente de Cuba, Raúl Castro, ter legalizado a venda de computadores e telefones celulares, embora o alto custo os deixe fora do alcance da maioria da população.
Antes da permissão de venda, os cubanos conseguiam computadores principalmente no mercado negro e os celulares por intermédio de estrangeiros, que os usam em Cuba desde os anos 1990.
O relatório diz que mais de 10 por cento da população tinha acesso à Internet, mas na maioria dos casos por intermédio da Intranet governamental. Não há informações disponíveis sobre o acesso à Internet por conta própria.
O número de linhas de telefones e computadores dobrou desde 2002, de acordo com o relatório. Até aquele ano não se registrava o uso de telefones celulares.
Em comparação, o México, com uma população de 108 milhões de habitantes, tem 20 milhões de linhas de telefone e 50 milhões de usuários de celulares, de acordo com estatísticas da indústria.
Dados do Banco Mundial mostravam que em 2006 o México tinha 13,6 computadores e 17,5 usuários de Internet para cada 100 pessoas.
As autoridades cubanas culpam o longo embargo dos EUA ao país pela posição de último colocado em comunicações na América Latina e observam que Cuba ocupa o primeiro lugar em saúde e educação na região.
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