JORNAL INTERCOM![]()
Jornal semanal da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação![]()
Ano 3, nº 82, São Paulo – SP – Brasil
07 de dezembro de 2007![]()
ISSN 1982-372X![]()
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Fórum
Carta de São Paulo
Convocados pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM), pesquisadores, professores e profissionais da Comunicação Social de todo o país, reuniram-se durante três dias em São Paulo (Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo -, Sesc – Serviço Social do Comércio e Faculdade Cásper Líbero), com o apoio da Cátedra Unesco/Metodista de Comunicação para o Desenvolvimento Regional, de 10 a 12 de dezembro de 2007, para avaliar Como se desenvolveram e qual o futuro das Ciências da Comunicação no Brasil. A Atividade fez parte do VI Simpósio Nacional de Ciências da Comunicação (SINACOM), evento comemorativo dos 50 anos da fundação da comunidade internacional e 30 anos da comunidade nacional de Ciências da Comunicação. O tema central do evento foi a Ciências da Comunicação, que se estruturou a partir da evolução do ensino e das dimensões ética, social, crítica, reflexiva, técnica e prática da formação profissional na área da comunicação Além de refletir sobre o papel das novas tecnologias da informação e da comunicação, da exclusão e da inserção social a partir da formação acadêmico-profissional e do papel desempenhado pelos meios de comunicação, da democracia midiática, da exclusão cultural e da sociedade do conhecimento. Também se enfatizou que a criação dos cursos de comunicação no Brasil teve um incremento a partir da década de 50 como reflexo da necessidade de profissionalização do mercado. Foram examinados quatro segmentos considerados essenciais para delinear o futuro das ciências da comunicação no país: o espaço universitário, a exclusão cultural, a sociedade democrática, digital e do conhecimento e a democratização dos meios de comunicação.
As reflexões iniciais ressaltaram a importância das parcerias desenvolvidas entre os setores acadêmico e profissional, avaliando positivamente as ações que estão sendo realizadas pela INTERCOM, nesse sentido. Apontaram a necessidade de transformação dos métodos de se ensinar e de se produzir comunicação, mas reforçaram que essa mudança deverá acontece a partir dos sujeitos que realizam esses processos. Consideraram que as parcerias entre as sociedades científicas, o mercado profissional e a formação acadêmica devem promover a alteração dos métodos de ensino e da produção da comunicação.
Há necessidade de formar novos profissionais e criar novos modelos de gestação da comunicação. É importante fazer uma revolução dos currículos acadêmicos, permitindo que a formação profissional seja capaz de desenvolver comunicadores aptos para atuarem em entidades de comunicação, produzindo conteúdos mais pluralistas.
Ficou constatado, nas várias reflexões apresentadas, que a exclusão social é agravada pela baixa qualidade da educação básica e esse quesito é um dos fatores que restringem significativamente o direito a informação (direito esse fundamental para uma sociedade democrática), dificultando o acesso aos meios e, sobretudo, à produção de conteúdos que reflitam as diferenças culturais dos múltiplos grupos sociais do país.
Na sociedade midiática, ponderou o grupo, cidadania inclui não só o acesso à informação, mas a sua compreensão, assumindo também características peculiares de seus produtores que devem ser protagonistas nos processos comunicativos.
Após três dias de debates, análises e reflexões os participantes do SINACOM 2007 propuseram a Carta de São Paulo com a finalidade de contribuir para:
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Com base nas considerações e propostas acima, pesquisadores, professores e profissionais reunidos em São Paulo, nos dias 10 a 12 de dezembro de 2007, propõem a implementação das seguintes estratégias a serem desenvolvidas e apoiadas pela INTERCOM e por seus parceiros acadêmico-profissionais.
a) Estimular a parceria entre o meio acadêmico e o mercado profissional por meio de cursos, simpósios, conferências, publicações, congressos e demais eventos e ações;
b) Promover debates e realizar cursos voltados para a educação e a comunicação cidadã;
c) Incentivar pesquisas que permitam o acompanhamento permanente da mídia local/regional/nacional;
d) Buscar, através das parcerias com as empresas de comunicação, novos espaços para o intercâmbio entre a reflexão teórico-conceitual e a prática profissional.
São Paulo, 12 de dezembro de 2007.
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