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JORNAL INTERCOM
Jornal semanal da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação

Ano 3, nº. 76, São Paulo – SP – Brasil 19 de outubro de 2007

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Em 08/11/2007
Mauro Alice, um montador

Mauro Alice começou o seu trabalho de montador na Cia Cinematográfica Vera Cruz. Será apenas com a Vera Cruz, interessada no aprimoramento dos quadros técnicos brasileiros que a montagem passa ter um estatuto específico e artístico na produção dos filmes.

Na biografia de Mauro Alice, acompanhamos sua trajetória artística, sua inserção na produção cinematográfica sob o ângulo da montagem, algo pouco conhecido e explorado nas pesquisas acadêmicas no Brasil. Seu trabalho nos permite conhecer por dentro não só as diretivas técnicas e artísticas da Cia Vera Cruz, mas também sua experiência com diretores como Mazzaropi, Walter Hugo Khouri, Anselmo Duarte, e muitos outros até a atualidade com Hector Babenco quando torna-se também um mestre de montadores tão significativos como Cristina Amaral ou Paulo Sacramento.

Seus mais de 50 anos de atividade permitem conhecer as dificuldades das carreiras técnicas em cinema e especialmente no cinema brasileiro, o papel fundamental do montador na criação cinematográfica e a diluição atual de uma relação mais “sagrada” ou cerimoniosa com as imagens que só alguém sensível e desprendido como Mauro Alice pode fazer sentir em toda a sua intensidade e significação.

Sobre personagem e debatedores
Mauro Alice é o montador homenageado tema da biografia que estará sendo discutida e lançada.

Arthur Autran é doutor em Multimeios pela UNICAMP, professor adjunto da Universidade Federal de São Carlos onde atua nas áreas de Comunicação e Cinema. Autor de “O Pensamento Industrial Cinematográfico Brasileiro”, seu doutoramento.

Inácio Araújo é crítico de cinema d`A Folha da São Paulo. Autor do ensaio “Hitchcock, o Mestre do Medo” (1982) e do pára-didático “Cinema – O Mundo em Movimento” (1992). Como técnico de cinema, montador de 13 filmes de longa metragem, entre eles “Lílian M, Relatório Confidencial”, de Carlos Reichenbach, e “Aleluia Gretchen”, de Sylvio Back.

Sheila Schvarzman é doutora em História pela Unicamp, professora do Mestrado em Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi e do Centro Universitário Senac. Publicou Humberto Mauro e as Imagens do Brasil (Edunesp, 2004).