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JORNAL INTERCOM
Jornal semanal da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação

Ano 3, nº. 70, São Paulo – SP – Brasil 06 de setembro de 2007

Sumário desta edição
Outras edições

 

Acontece

Jornal Intercom capta flagrantes do Intercom 2007

O projeto laboratorial webjornalismo Unisanta Online, da Universidade Santa Cecília, de Santos, realizou ampla cobertura do XXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom 2007). Alunos da disciplina de Jornalismo Online da Unisanta e colaboradores dos cursos de Comunicação da Universidade Católica de Santos (Unisantos) e do Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte) produziram textos e material multimídia, que estiveram disponíveis no hotsite
http://www.online.unisanta.br/2007/intercom/index.asp.

Reproduzimos a seguir flagrantes do congresso, selecionados dentre as notícias produzidas pelo jornal online da Unisanta.

Em 29/8/2007
Colóquio discute indústria da mídia no Brasil e na Argentina

Por Liliana Gouveia Caldeira

Abrindo a programação do Pré-Congresso de Comunicação da Intercom, foi realizado nesta quarta-feira, na Unimonte o I Colóquio Brasil-Argentina de Ciências da Comunicação. Numa das mesas, seis especialistas na área discutiram a indústria de mídia nos dois países, mas com o mesmo objetivo: os parâmetros de comunicação na sociedade digital.

A professora Mirta Varela, da Universidade de Buenos Aires, comentou que não existem trabalhos sobre personagens importantes da história dos jornais na América Latina. As trajetórias profissionais dessas pessoas que fizeram parte da evolução do jornalismo são mais importantes, segundo ela, do que insistir nos mesmos estilos já conhecidos.

Outro problema abordado foi a memória patrimonial. Como exemplo, Mirta citou um canal argentino cujo slogan é "Canal de la memória", no qual a programação é somente aquela que o público mais gosta, aquela com maior audiência. Hoje, a programação pode ser consumida em diversos idiomas e via satélite. Uma tendência que pode se formar é a de estilos locais de programação.

A questão da TV digital no Brasil e a atuação dos grupos de pressão foram os temas discutidos por Adriana Cristina dos Santos, da Universidade Federal do Tocantins. Daniela Monji, da Universidade de Córdoba, em sua exposição, argumentou que o regulamento da radiodifusão está sendo modificado, mas favorece o setor privado.

Juliano Maurício de Carvalho, da Unesp, comentou que o Brasil vive um processo de digitalização e a radiodifusão também caminha nessa direção. O meio digital, para ele, é importante para a educação, assim como para o fortalecimento das culturas regionais.

Alguns problemas históricos, segundo Juliano, impedem o desenvolvimento da radiodifusão, tais como a ausência de parâmetros que garantam um enfoque educativo e forte influência da iniciativa privada. O professor mostrou alguns tópicos que são exigidos pela Constituição Federal: liberdade de expressão e ausência de regulamentação para esses princípios. Uma das conclusões do pesquisador foi a de que o papel da regulamentação deve ser repensado, pois não é a tecnologia e o mercado que decidem como será a mídia.

Fechando o ciclo de palestrantes, Roger Luiz da Cunha, da Universidade de Santa Cruz do Sul, falou sobre os formatos do cinema no Brasil e na Argentina. O professor afirmou que as produções brasileiras não conseguem atingir o mercado consumidor. As leis de Incentivo à Cultura e a do Áudio-Visual, contudo, ajudam a incentivar o cinema nacional.


Em 31/8/2007
Abertura do congresso reflete otimismo com o futuro da Intercom

Por Jonatha Carvalho

Em 1978, não acreditaram que a Intercom teria uma vida tão longa. A trigésima edição do Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação demonstrou que a entidade "está consolidada e cada vez mais forte". Foi com esse otimismo que o pesquisador Francisco Gaudêncio Torquato do Rego, um dos fundadores da Intercom, participou da abertura do evento, na noite de quinta-feira, no Mendes Convention Center.

A abertura contou com a apresentação da Orquestra de Câmara da UniSantos. A exibição foi muito aplaudida pelo público. Após a execução do Hino Nacional, os congressistas assistiram a um vídeo institucional da Prefeitura de Santos. O filme abordou diversos aspectos culturais, sociais e históricos da cidade.

A importância desta edição para os participantes e organizadores foi marcada, entre outros fatores, pelo aumento de associados de todo o País. Segundo José Marques de Melo, fundador e presidente da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), "em 1978 eram apenas 50 participantes e hoje são mais de 3 mil. Destes, mais de mil associados são permanentes. "Entre as comunidades de estudos de comunicação nas Américas, só a dos EUA é maior", disse Melo.

Ao fim dos discursos dos representantes das três instituições de ensino que participam da organização do congresso da Intercom deste ano (Unisanta, Unisantos e Unimonte), Gaudêncio Torquato encerrou a cerimônia com uma palestra sobre o tema central desta edição do evento, Mercado e Comunicação na Sociedade Digital.

Torquato afirmou que, na era da informação, a mudança de paradigmas é marcada pela desmaterialização da cultura contemporânea através da digitalização.

As novas tecnologias aplicadas à comunicação são um desafio constante para professores, pesquisadores, alunos e profissionais da área, o que causa grande impacto na produção e distribuição do conteúdo, segundo Torquato. Para ele, uma das maiores virtudes da Intercom é interpretar, com rigor e seriedade, os movimentos contemporâneos da área.


Em 31/8/2007
Cecom discute adaptação profissional ao mercado digital

Por Bruno Gutierrez

As perspectivas profissionais e novas tecnologias foram os principais temas abordados durante o XXX Cecom (Ciclo de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), realizado nesta sexta-feira na Unisanta.

A professora Margarida Kunsch, da USP, disse que faltam profissionais com um perfil adequado à comunicação e às novas tecnologias. "Nós temos muitos técnicos que aprendem como fazer, mas precisamos de profissionais mais pensantes".

Octavio Islas, do Instituto Tecnológico de Monterrey, no México, falou sobre novas tecnologias e disse que o profissional de comunicação ainda não sabe como investigar utilizando a Internet.

Para Islas, é preciso investigar na internet "invisível". "O Google é uma referência, mas existe uma Internet invisível, que possui uma base de dados". Segundo ele, teria que haver uma busca mais especializada. Isso exige que o comunicólogo aprenda a investigar para ser capaz de levar a informação com melhor informação e maior qualidade.

Edgard Rebouças, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), destacou durante sua palestra a disputa existente entre as empresas de telefonia e radiodifusão em termos de avanços tecnológicos. "É a briga entre o plim-plim e o trim-trim. Mas pode sim haver uma coexistência. Não se acaba com o telefone, TV ou cinema. Tudo se mistura".

Apesar do crescimento da Internet, Rebouças enfatizou que o meio ainda não rende financeiramente como era esperado. "Apesar do avanço, a publicidade no Brasil está dividida em 60% nas TVs e 2% na Internet".

Convergência e comunicação corporativa - Elias Machado, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) falou sobre convergência jornalística. Ele disse que este é um processo cada vez mais utilizado pelas empresas para a coleta, produção e entrega de conteúdo para diferentes públicos e plataformas de circulação.

Ele admitiu que a convergência jornalística causa a redução de custos e pessoal, mas também pode melhorar a qualidade do jornalismo, se a empresa oferecer total apoio e acreditar nos princípios da convergência.

Ao final, Eduardo Ribeiro, da MegaBrasil, falou sobre comunicação corporativa. Ele disse que no Brasil a comunicação corporativa se incorporou ao Jornalismo, gerando uma simbiose com a área de Relações Públicas.


Por 31/8/2007
Alternativas para gerar audiência nos programas televisivos

Por Marcelo Bragança Abdala Herane

Conhecer os telespectadores, traçar o perfil desejado para o sucesso dos programas e elaborar estratégias para mantê-los na programação. Estas são algumas das alternativas utilizadas pela maioria das grandes emissoras televisivas no mundo e foram discutidas em "Pesquisa de Recepção da TV", palestra da diretora de pesquisas da TV Globo, Eneida Nogueira, apresentada no Multicom.

A direção de pesquisa contextualiza as principais alternativas para o sucesso dos programas. Para conhecer o público, as grandes emissoras do País utilizam o Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística (Ibope) que destaca de forma quantitativa a colocação das emissoras inscritas.Esta iniciativa também auxilia a conhecer o perfil do telespectador que acessa o canal em quaisquer horários.

Eneida Nogueira explicou que o instituto contata famílias com diferentes classes sociais e insere em até 4 televisores domésticos um decodificador que registra o acesso de até dez pessoas que morem na residência. Atualmente, cerca de 10.000 pessoas fazem parte desta amostra no Brasil.

Com a pesquisa Ibope é possível conhecer o sexo e a faixa etária de cada telespectador cadastrado no instituto. Eneida Nogueira compara este serviço ao feito pelo Instituito Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE). Cada morador terá o seu código específico através do número que lhe foi dado e é repassado para um controle remoto interligado ao decodificador. Nas cidades menores, a audiência é trabalhada através das anotações dos programas que a família assistiu diariamente.

A iniciativa grava o tempo da audiência por minuto, chamada de "Real Time". Como os dados são retransmitidos por radiofreqüência, se houver falha no envio, os minutos gerados pelo aparelho serão armazenados e reenviados novamente. Este sistema pode apresentar falhas na captação da informação quando os pesquisados "zapeiam" os canais. "Os dados do Real Time tem que ser usados com parcimônia. Dois minutos de televisão são uma eternidade", afirma.

Em programas ao vivo, esta ferramenta auxilia na condução dos assuntos exibidos. "Reduza o quadro, em casos de baixa audiência ou mantenha se estiver positivo", pontua.

Antes da estréia de qualquer programa, as pesquisas qualitativas são feitas não apenas para discutir os programas já existentes. Na TV Globo, elas também servem para acompanhar todos os percursos na elaboração do projeto, desde os aspectos minimalistas que incluem detalhes dos cenários até o material humano que fará parte do enredo.

Conhecer as opiniões sobre os perfis dos programas é fundamental para auxiliar no trato dos assuntos. Para qualquer tipo de conteúdo, reúnem-se grupos que expõem seus conhecimentos sobre o que será tratado.

Segundo a palestrante, o núcleo de pesquisas tem que estar isento de qualquer opinião. Na Globo, ele é realizada pelo departamento de Recursos Humanos. "Este departamento não tem a palavra final para modificar o conteúdo dos programas. Apenas alertamos para os índices de audiência que recebemos. A decisão é do criador ou editor", esclarece.


Em 31/8/2007
Segundo Altercom provoca lotação em sala

Por Elias Barbosa

Este é o segundo ano que o Altercom (Apresentação de Pesquisas ou Estudos que Contenham Potencial Inovador ou Representem Alternativas Comunicacionais) entrou na programação dos eventos do Congresso da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação). Na última sexta-feira (31), o evento reuniu 44 pessoas na sala.

O coordenador do Altercom em Santos, George Keramidas, diz que na mesa sobre Comunicação Organizacional, Relações Públicas e Propaganda foram realizadas oito apresentações de trabalhos. As apresentações discutiram desde o marketing e planejamento de uma campanha política até a construção da marca Harry Potter, passando pelos comerciais de brinquedos, comunicação no terceiro setor e a propaganda da telefonia móvel.

De acordo com Keramidas, os trabalhos são apresentados por mestrandos, doutorandos, estudantes Lato Sensu e pessoas que já estão no mercado de trabalho. “A idéia do Altercom é fazer a ponte entre os estudantes e as pessoas que já tem empregos. Nessa oportunidade há troca de experiências“.

O palestrante Daniel Barreto de Souza e Sá, mestrando da UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense) e professor da Unifur (Centro Universitário Fluminense), apresentou a dissertação de seu Mestrado, Televisão Democrática: Poder da Audiência.

Barreto afirmou que além do tema ser polêmico, o objetivo da apresentação deste trabalho era medir a repercussão, defender idéias e hipóteses. ”A TV tem a programação e isso causa a alienação nas pessoas, eu quero mostrar o contrário”. Para ele é uma oportunidade única poder apresentar o seu trabalho no Congresso da Intercom.

Já a publicitária Débora de Barros Negromonte (USP), que veio do Recife, pretende continuar seguindo na carreira acadêmica devido ao seu trabalho. “O fato dele estar na INTERCOM é uma realização pessoal e também profissional”. Débora discutiu sobre Comunicação integrada de marketing e o planejamento de campanha eleitoral: uma realidade profissional ou amadora?

Ewerton Lombardi Trindade de Lima, do quarto ano do curso de Jornalismo da PUC de Campinas, afirma que assistir aos trabalhos apresentados no Altercom é muito bom. “Esse evento traz a atualização acadêmica, além de contatos com assuntos da atualidade e com profissionais”.


Em 1/9/2007
Região Sudeste conta com o maior número de revistas sobre comunicação

Por Luiz Felipe Cunha Ataíde

Com a sala lotada, o Seminário sobre a qualidade e a existência de revistas de comunicação no país contou com a presença de Ivone de Lourdes de Oliveira, PUC-MG, e Rossana Gaia, Cefet–Alagoas.

Também participaram da mesa representantes de cada região do país e expuseram os problemas e fragilidades de cada uma delas. A região com maior número de revistas de comunicação foi a Sudeste, que apresentou 48 revistas eletrônicas e de papel. Dessas, 32 são produzidas dentro do estado de São Paulo e a maioria em instituições privadas, diferentemente do resto do país onde a maioria das revistas são produzidas por faculdades públicas.

As revistas possuem uma abrangência bem variada em todas as regiões do Brasil, porém os principais assuntos ainda são política, áudio-visual e cultura. O que mais recheia essas publicações são as seções de opiniões ensaios, artigos e resenhas.

A partir da entrada no século 21 e a popularização da internet em todo o mundo, a criação de revistas digitais se multiplicou. Apenas na região sudeste, a partir do ano 2000, foram criadas 31 novas revistas no segmento. Tal fenômeno se deve ao baixo custo em se manter uma revista digital, pois o maior problema que essas instituições encontram para suas criações são os altos custos com a impressão do material.

Outro ponto negativo detectado em todas as regiões foi o problema com a periodicidade das revistas que além de não serem regulares, algumas vezes chegam a possuir edições bi-anuais o que desestimula muito a leitura das mesmas.

Mas a situação se agrava quando falamos da região norte e nordeste, pois além de possuírem apenas oito revistas, sofrem com uma grande carência de leitura em todas as áreas. As publicações chegam a ser criticadas até pelos próprios criadores que as consideram muito superficiais.


Em 2/9/2007
Natal será sede do XXXI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação

Por Nathalia Costeira

A cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, será sede do XXXI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Intercom 2008. O município foi declarado vencedor durante o Assemblecom, Assembléia dos Associados da Intercom, realizado na noite de ontem (1), na Universidade Católica de Santos.

Com o tema Mídia, Ecologia e Sociedade, a XXXI edição do congresso buscará provocar discussões e trazer à tona problemas que afetam toda a população. Com a construção de uma agenda de Meio Ambiente, outro objetivo é debater temas regionais na mídia local e nacional.

O presidente da Intercom, José Marques de Melo, afirma estar satisfeito com a escolha. “Natal é uma cidade belíssima e com uma história muito rica. Como nunca fomos a Natal considero essa escolha excelente”. O presidente da Intercom também considerou ótima a escolha do tema. “É uma tema atual, que sempre deve ser discutido e colocado em pauta. Nosso objetivo é buscar o equilíbrio entre o homem e a natureza”.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) será sede do evento, que integrará a programação comemorativa dos 50 anos de fundação da UFRN. O Intercom, que está programado para acontecer na primeira semana de setembro, será promovido também pelas universidades Potiguar (Natal) e Estadual do Rio Grande do Norte (Mossoró).

O Convention e Visitors Bureau de Natal esteve presente na Educomídia – I Feira de Inovações Tecnológicas em Educação, Comunicação e Cultura onde, por meio de vídeos e panfletos, apresentou a cidade aos congressistas. A expectativa do Bureau é superar o público da edição deste ano.

Ainda durante o Assemblecom, o Bureau realizou o sorteio de três passagens aéreas para Natal. No site do Convention e Visitors Bureau de Natal é possível conferir a história da cidade, pontos turísticos, praias e começar a planejar a visita. O objetivo do Convention e Visitors é contribuir para o desenvolvimento do turismo e da economia da cidade.