JORNAL INTERCOM![]()
Jornal semanal da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação![]()
Ano 3, nº. 67, São Paulo – SP – Brasil
17 de agosto de 2007![]()
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Fórum
Referenciais de Qualidade para Educação Superior a Distância: Contribuição da Intercom
Por Nelia R. Del Bianco (UnB), Brasília – Representante da Intercom na Região Centro-Oeste
Em atendimento à solicitação da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação, encaminho em nome da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) comentários a respeito dos Referencias que estão sendo elaborados para credenciamento de instituições, autorização e reconhecimento de cursos na modalidade da educação a distância pelo Inep.
Embora o documento ressalve que as orientações têm a função indutora, não só em termos da própria concepção teórico-metodológica da educação a distância, mas também da organização de sistemas de EAD, a Intercom considera importante que as instituições apresentem projetos de cursos a distância que contemplem aspectos como:
a. Perfil do aluno que se deseja formar
b. Definição de competências e habilidades a serem desenvolvidas pelo curso, explicitadas no projeto pedagógico. Pela ótica da competência é possível construir projetos pedagógicos que vão alem do objetivo de fornecer conteúdos que propiciem aos alunos dominar informações e conhecimentos. Competência significa saber mobilizar os conteúdos e aplicá-los de modo pertinente às situações. Não se restringe apenas a um saber fazer, mas envolve as quatro esferas do saber: o saber conhecer, o saber fazer, o saber a ser e o saber a conviver. Significa que a educação a distância terá de se dar por meio da formação e da experiência, somados à capacidade de integrar conhecimentos, saber utilizá-los e transferi-los em diferentes situações. Implica em desenvolver a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (atitudes, habilidades, conhecimentos) para solucionar com pertinência e eficácia uma série de situações. Essas competências estarão tão mais presentes, quanto mais ricas forem as experiências vividas e os conhecimentos teóricos e tácitos construídos pela pessoa. A Educação a Distância não pode prescindir dessa perspectiva que nos parece bastante pertinente frente ao desafio que se coloca diante da educação na Sociedade da Informação. O maior deles está na passagem de uma estrutura de ensino vertical, em que o professor assume o topo da pirâmide e “distribui” informação para a base da mesma, para uma estrutura de ensino rizomática. A educação a distância é um espaço para emergência desse estilo de pedagogia que favorece ao mesmo tempo as aprendizagens personalizadas e as aprendizagens em rede e, na qual, o tutor está mais para um difusor de informação que assume o papel de “animador da inteligência coletiva" (Lèvy). Pela perspectiva do desenvolvimento de competências é possível estimular projetos que busquem claramente para o desenvolvimento da pessoa, capazes de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos - como saberes , habilidades e informações - para encontrar soluções com pertinência e eficácia.
c. Em relação ao material didático é importante sugerir que se tenha um tratamento adequado do conteúdo às especificidades do meio de comunicação e ao público-alvo.
A comunicação do conteúdo precisa ser clara, objetiva, simples, prática, criativa e lúdica de modo a ser facilmente compreendido pelo aluno e a possibilitar a reconstrução do conhecimento. Sendo assim algumas questões podem ser observadas:
Essas são as considerações da Intercom sobre a proposta de referenciais. Quanto aos demais aspectos do projeto consideramos que são plenamente satisfatórios.
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