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Jornal semanal da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação

Ano 3, nº. 61, São Paulo – SP – Brasil 01 de junho de 2007

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Intercom participa de debate sobre “PAC da C&T”

Fonte: Agência Fapesp – Fábio de Castro ( 31/05/2007)

O Plano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Nacional, que tem sido chamado de “PAC da C&T”, terá sua versão definitiva divulgada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia na primeira semana de julho, depois de um mês de intensas discussões com a sociedade e a comunidade científica, de acordo com o ministro Sergio Rezende.

O ministro apresentou na última quarta-feira (30/5), em São Paulo, na sede da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), aos dirigentes das Sociedades Científicas de todo o país, uma versão preliminar do plano que prevê ações do MCT voltadas para o desenvolvimento no quadriênio 2007-2010. Representada pelo seu presidente, José Marques de Melo, a Intercom participou dos debates.

“O processo de construção do plano terá participação intensa da comunidade científica. Começamos, com esta reunião, a cumprir um calendário de um mês de discussões com a sociedade. No fim de junho teremos uma reunião com o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, presidido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual faremos a conclusão do plano. Na primeira semana de julho, ele será anunciado para a sociedade em um evento em Brasília”, disse Rezende à Agência Fapesp.

Na próxima semana o calendário de discussões será divulgado de maneira mais precisa no site do MCT (www.mct.gov.br). “Com isso, qualquer pessoa poderá fazer propostas e participar das reuniões”, disse.

De acordo com Rezende, é a primeira vez que o ministério e o governo federal traçam um plano abrangente e quadrienal. O momento, segundo ele, é ideal, pois existe nas empresas um ambiente cada vez mais favorável à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação.

“Pudemos fazer o plano porque temos uma experiência de governo acumulada nos últimos anos e temos segurança de recursos financeiros, em um momento em que a comunidade científica e tecnológica está madura e experiente. A ciência e tecnologia têm evoluído muito no Brasil, mas faltava um planejamento mais estratégico”, afirmou.

Linhas estratégicas - O plano, segundo Sérgio Rezende, prioriza quatro linhas estratégicas: a consolidação, institucionalização e expansão do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação; a incorporação da inovação no processo produtivo das empresas; a pesquisa e desenvolvimento em áreas estratégicas para o país – como espaço, energia nuclear, Amazônia, biocombustíveis e a questão de mudanças climáticas globais –; e a ciência e tecnologia para o desenvolvimento social.

“Há duas dessas prioridades – a que se refere ao desenvolvimento do sistema nacional de C&T e aquela voltada à C&T para o desenvolvimento social – que abrangem um vasto conjunto de áreas do conhecimento no qual as entidades ligadas à SBPC têm um profundo conhecimento acumulado. Por isso, viemos aqui apresentar o plano em seu esboço geral e discutir em detalhes principalmente esses dois pontos”, destacou.

Os membros das sociedades científicas receberam documentos detalhando o plano, que serão estudados para elaboração de novas sugestões, além das que já foram apresentadas. “Recebemos aqui várias sugestões importantes, que foram anotadas e serão consideradas no plano”, disse o ministro.

Segundo Rezende, além dos investimentos federais, o plano contará com investimentos de parcerias com governos estaduais e com o setor privado. “Vários programas já estão articulados com os estados. Agora, estamos calculando uma previsão de valores que virão de empresas, uma vez que o investimento em inovação será feito em parte com recursos do governo e em parte com recursos privados”, destacou.

No fim de abril, foi divulgado que os investimentos previstos no plano poderiam chegar a R$ 10 bilhões entre 2007 e 2010, mas o ministro afirma que os valores ainda não estão fechados. “Até o fim do mês teremos um número global de quanto o país vai investir – governo, sociedade, empresas – em C&T nos próximos quatro anos”, disse.