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Jornal semanal da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação![]()
Ano 3, nº. 61, São Paulo – SP – Brasil
01 de junho de 2007![]()
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Acontece
Fapesp comemora 45 anos de respeito ao conhecimento
Fonte: Agência Fapesp – 25/05/2007
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), vencedora do Premio Luiz Beltrão 2005, na categoria “Instituição Paradigmática”, comemorou seus 45 anos em cerimônia que reuniu mais de 900 convidados na noite da última quarta-feira (23/5), na Sala São Paulo, no centro da cidade. O evento contou com um concerto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp).
Representando a comunidade acadêmica paulista, Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, professor do Departamento de Teoria Econômica do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), destacou que a Fapesp faz parte de uma cultura científica característica de São Paulo.
“O Estado de São Paulo tem uma peculiaridade: ele construiu uma tradição de respeito pela ciência. Uma cultura do conhecimento que se traduz na estabilidade e na continuidade do apoio a pesquisa garantido pela Fapesp ao longo dos anos e que tem sido responsável por tantas conquistas de peso para a ciência brasileira”, disse. De acordo com Belluzzo, a Fundação mostrou que o conhecimento avança quando há investimentos duradouros. “É impressionante como o estado paulista, por sucessivos governos, sempre respeitou a transferência dos recursos e conseguiu manter a continuidade dos repasses para a pesquisa, de modo que a política científica de São Paulo não sofresse percalços”.
A constância do repasse de recursos, de acordo com o professor, é responsável pela solidez da instituição, que, segundo ele, resistiu às mudanças da sociedade sem abrir mão de seus ideais. “O dia 23 de maio marca os 45 anos da Fapesp e a resistência e o sucesso de uma instituição que é um modelo para o país”.
Carlos Vogt, presidente da Fapesp, ressaltou que, ao ser criada, a Fapesp gerou um princípio de identidade que desenhou as linhas de um processo dinâmico de identificação entre a comunidade de pesquisadores e a instituição. “Esse processo logo foi traduzido em uma cooperação intensa de demandas, de ofertas, de colaboração crítica e avaliativa, de produção do conhecimento, de sua difusão e divulgação.”
Segundo Vogt, a Fapesp também proporcionou um estímulo à coesão entre as comunidades científica e empresarial, reforçando as linhas de apoio à pesquisa tecnológica. “Com isso, fecha-se o círculo de aberturas programáticas da Fundação, que vai das bolsas à inovação e desta ao aumento da capacidade de investimento na formação de competências e no desenvolvimento científico e tecnológico do estado como base de seu desenvolvimento econômico e social”, afirmou.
Objeto de admiração - Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, também ressaltou a importância do conhecimento como insumo para o desenvolvimento. “O ser humano que sabe mais e aprende mais sobre si mesmo, sobre a natureza e sobre o universo é mais senhor de seu destino. E o assunto da Fapesp é criar condições para que homens e mulheres do Estado de São Paulo possam avançar no conhecimento”, disse.
Brito Cruz também destacou que a Fapesp sempre recebeu sistematicamente os repasses de 1% da receita ordinária estadual. “O repasse é feito rigorosamente, de governo para governo, o que tem contribuído para a geração de uma enorme capacidade de pesquisa e para a obtenção de importantes resultados científicos”, afirmou.
Representando o governo do Estado de São Paulo, o secretário da Cultura, João Sayad, caracterizou a criação da Fapesp, em 1962, como uma façanha da sociedade brasileira. “Vivemos, atualmente, aflitos e indignados com a situação dura de tantos brasileiros e, às vezes, deixamos de ver o que é feito de bom no país. Com isso, até nos surpreendemos quando vemos nossas próprias façanhas, como a criação da Fapesp”, disse. Para Sayad, a Fundação é objeto de admiração de toda a comunidade científica, que lutou arduamente para implantá-la como determinava a Constituição estadual de 1947. “Hoje, onde quer que se fale de ciência e tecnologia em São Paulo, fala-se da Fapesp. Ela é uma das principais ferramentas da ciência paulista e se transformou em um paradigma para o Brasil”, afirmou.
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