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Acontece
Ecos do Intercom Nordeste
Secom Maceió participa do VIII Intercom Nordeste
Fonte: www.maceio.al.gov.br, 29 de maio de 2006
O secretário-adjunto de Comunicação da Prefeitura de Maceió, jornalista Roberto Lopes, esteve no último sábado, no auditório do Centro Federal de Ensino Técnico de Alagoas (Cefet-AL), participando de uma mesa redonda, durante o Intercom Nordeste, discutindo com estudantes e profissionais da área de todo o País sobre o tema "Estado e Comunicação.
Durante sua apresentação, o jornalista alagoano apresentou aos participantes do evento a importância de uma boa assessoria de imprensa para o gestor público.
Roberto Lopes falou sobre a estrutura da Secretaria de Comunicação de Maceió (Secom), mostrando aos participantes como funciona a estrutura de comunicação no município de Maceió, os contatos com meios de comunicação locais e como se deve proceder ao participar de uma crise envolvendo um órgão público. Lopes explicou que para qualquer organização, a comunicação tem sido uma das atividades mais valorizadas do setor público brasileiro nos últimos anos.
Para ele, estimar, por exemplo, quantos jornalistas trabalham atualmente para órgãos públicos como assessores de imprensa ou em outras funções na área de comunicação é tarefa das mais difíceis, em função da ausência de estatísticas ou dados confiáveis. Mas sabe-se que é muita gente. "Precisamos de comunicadores que não sejam meros reprodutores de idéias e falas dos chefes de plantão, mas sim de outros capazes de impor uma visão correta do processo, de alertar para as conseqüências dos eventuais desmandos, de fazer valer a comunicação de duas vias, ou seja, daquela que fala e ouve a população", comentou Roberto Lopes.
Após a palestra, foi feita uma mesa redonda, envolvendo o professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Almir Guilhermino, o jornalista Roberto Lopes e o representante da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenarj), em Alagoas, jornalista Antônio Pereira. Durante o debate, foram feitas diversas perguntas aos profissionais alagoanos e alguns questionamentos sobre as profissões de jornalismo e publicidade.
O VIII Intercom Nordeste foi realizado em Maceió entre os dias 26 e 28 de maio e foi destinado a profissionais de toda a região das áreas de Jornalismo Impresso, Televisão, Rádio, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas, professores, pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduação da área de Comunicação Social
Intercom nordestino
Fonte: http://diretodosanhaua.blogspot.com
Dalmo Oliveira da Silva, 2 de junho de 2006
De 26 a 28 de maio estive em Maceió (AL) para apresentar um trabalho no 8º. Intercom Nordeste. Foi uma viagem agradável, com novos amigos do mestrado no Recife. Saímos de carro da “Veneza” por volta das 10h30 da sexta. Eu havia feito aquele percurso há uns dois anos, vindo de Salvador. Foi quando conheci a pacata Porto da Pedra, típica cidade praieira no litoral norte de Alagoas. Vale a pena fugir da estressada 101 e ir para o sul beirando o litoral alagoano, com as ondas do mar “lambendo as rodas”.
Ficamos na casa do Thiago Paulino em Barra de São Miguel: um luxo! Condomínio fechado com quartos vista-ao-mar. Sem dúvida um dos lugares mais “bacanas” (como diria Aranha) daquela península. Uns 30 minutos nos separava do Cefet, onde rolou o evento, no centro. Definitivamente é um dos litorais mais organizados do Nordeste.
A suntuosidade dos edifícios da orla impressiona o turista. Há bares e restaurantes pra todos os gostos por toda parte. Fomos especialmente ao Divina Gula, com atendimento de primeira e uma bela jovem atenciosa checando o atendimento. Nossa mesa ruidosa chamava a atenção dos comensais. No domingo, 28, antes do retorno à Paraíba, encontramos, por acaso, o Akuaba , onde me deliciei com abará e bobó que só baiano sabe fazer. Se for por lá, não deixe de experimentar a cozinha do soteropolitano Osvaldo.
Além do gostoso passeio, a ida a Maceió serviu também para mostrar como anda a pesquisa comunicacional na região. Infelizmente veio pouca gente da Bahia, de Sergipe e do Ceará. Na conferencia de abertura, a professora Anamaria Fadul falou sobre a importância de uma regionalização dos estudos sobre a mídia nordestina. Nos bastidores, Fadul entusiasmou-se pela história do comunicador Mussão. “É um excelente objeto”, garantia.
Interessante também os dados trazidos pelo professor César Bolaño: o Nordeste tem 10,7 milhões de lares com aparelhos de TV. Os senadores com concessões de rádio/TV: ACM – 5; Edson Lobão – 6; Efraim Moraes – 1; Garibaldo – 12; Sarney – 9; Roseane – 10.
Outra coisa curiosa é que apenas algo em torno 5% da programação nordestina é produzida na Região, o resto vem do eixo Rio-Sampa e dos States. No campo do cinema, a novidade é o pólo de Fortaleza, segundo da região, atrás de Salvador. Bolaño explica que a partir dos anos 70 a região vê ocorrer o fenômeno da “oligopolização” da indústria cultural (principalmente a televisão), que substitui um modelo mais “concorrencial” de mercado. É nesse período que se consolida o império global e se configuram as redes de comunicação modernas.
Na Paraíba, segundo o professor Luis Custódio (UEPB), o ensino de comunicação chega aos 35 anos, com cinco cursos funcionando no estado. Já temos mais de 20 doutores na área e as escolas da UFPB, em João Pessoa, e UEPB, em Campina Grande, se preparam para instalar seus respectivos programas de mestrados. Na capital tudo caminha para estudos de “mídia & cotidiano”, promovendo a interface das pesquisas em Comunicação e Sociologia, sob a batuta do professor Wellington Pereira. A outra linha promissora é a “comunicação & culturas populares”, liderada pelos professor Oswaldo Trigueiro.
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