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INTERCOM NOTÍCIAS
Jornal semanal da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação

Ano 2, nº. 25, São Paulo – SP – Brasil 30 de junho de 2006
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Ecos do Intercom Centro-Oeste

Professores discutem ensino de comunicação no Intercom
Fonte: Unifolha, Campo Grande (MS), 14/06/2006

Professores e jornalistas reúnem-se hoje para discutir a qualidade do ensino e formação profissional na área de comunicação. O debate é aberto ao público e acontece por volta das 18 horas no campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul em Campo Grande, como parte da programação de encerramento do Intercom Centro-Oeste.

O simpósio é organizado pelo Departamento de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em parceria com a Faculdade Estácio de Sá de Campo Grande (FES), Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp) e Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).

O debate sobre a valorização do ensino superior na área de comunicação social contará com a participação dos professores Osni Dias (Uniderp); Ruth Vianna (UFMS), o coordenador do curso de jornalismo da Uniderp, Joaquim Lannes, e o presidente do Sindicado dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul, Clayton Sales.

Ensino de comunicação

Na década de 60, com a expansão das indústrias midiáticas nas cidades desenvolvidas do país, foram criadas várias faculdades para atender a demanda por novos profissionais. No entanto, no decorrer dos anos, alguns empresários da área passaram a criticar a qualidade de ensino das faculdades, alegando que os recém-formados não estavam preparados para as tarefas rotineiras. Desta forma, profissionais da comunicação passaram a realizar fóruns para a discussão da qualidade de ensino nas universidades do país.

Na avaliação do professor Joaquim Lannes, as universidades ainda estão muito distantes do mercado de trabalho, que por sua vez carrega vícios negativos da profissão. “O debate fará provocações sobre a importância do professor em sala de aula para formação de novos profissionais para mudar o mercado de trabalho que aí está”, comenta.

Para Lannes, a técnica é muito fácil de ser aprendida e por isso o profissional da comunicação deve se preocupar numa formação que tenha como base a cidadania e o papel social no mundo em que vive.