Jornal quinzenal da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação
Ano 2, nº.9, São Paulo – SP – Brasil 16 de fevereiro de 2006
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Por dentro dos NPs

NP de Rádio e Mídia Sonora muda perfil da pesquisa nacional na área
Mágda Cunha, coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Rádio e Mídia Sonora da Intercom

Os pesquisadores reunidos hoje em torno do Núcleo de Pesquisa em Rádio e Mídia Sonora da Intercom são os líderes de uma mudança significativa nas investigações na área nos últimos anos. Esta evidência pode ser observada tanto pelo elevado número de obras publicadas em conjunto, como por intermédio de levantamento realizado por uma das ex-coordenadoras do NP, Sonia Virginia Moreira.

De acordo com a investigação, o status atual da pesquisa sobre o rádio no Brasil deve-se em boa medida à Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom. Em cerca de uma década e meia de reuniões durante os congressos da Sociedade, os pesquisadores conseguiram alterar um quadro de quase “indigência na produção científica para uma situação de intensa proliferação de estudos sobre um meio de comunicação que mantém sua força no País, independente da concorrência com outra mídia, em termos de audiência, alcance e adaptação tecnológica”.

Em sua origem, há 15 anos, o então GT teve a coordenação da professora Doris Haussen, da PUC-RS, e já foi liderado também por Nélia Del Bianco, da UnB e Eduardo Meditsch, da UFSC.

O grupo atua ao estilo radiofônico, com grande persistência e seriedade. Com obras coletivas como Rádio e Pânico: a Guerra dos Mundos 60 anos depois, Rádio no Brasil: Tendências e Perspectivas, Desafios do Rádio no Século XXI, Rádio Brasileiro: Episódios e Personagens e Vargas, Agosto de 54, esses pesquisadores vêm provando a sua capacidade de investigar, de refletir e de escrever a respeito do rádio sob qualquer perspectiva. As obras organizadas recuperam a história e também avaliam o futuro e as tendências deste meio que soma mais de 80 anos no Brasil. Mas pensar o rádio apresenta sempre novos desafios. Afinal, trata-se de um meio inquieto que, ao longo de sua história, passa por diferentes mudanças e adaptações. Fez-se necessário então refletir sobre os paradigmas que amparam o nosso pensamento.

Ainda em 2004, o professor Eduardo Meditsch, da Universidade Federal de Santa Catarina, ex-coordenador do NP, integrante dos mais ativos e origem de provocações altamente produtivas neste Núcleo, desafiou os pesquisadores que mais uma vez atenderam e buscaram os teóricos que pensam o rádio. Que teorias este meio é capaz de provocar e quais os teóricos que vêm dando ao rádio esse status acadêmico, são algumas questões da obra lançada em 2005, intitulada Teorias do Rádio, textos e contextos, em seu volume 1, que busca também verificar a contribuição desses mesmos autores para pensar o rádio na contemporaneidade.

Para 2006, os planos do grupo se encaminham na direção de novas publicações. Meditsch já organiza o volume 2 de Teorias do Rádio, textos e contextos e outras propostas começam a ser debatidas, como a obra que analisará o rádio relacionado ao espaço urbano. Os pesquisadores planejam ainda a realização de uma pesquisa conjunta sobre tema específico. Está sendo planejada a investigação a respeito das possibilidades de implantação do rádio digital nos diferentes estados brasileiros.

Os trabalhos realizados pelo grupo da Intercom reúnem recuperação histórica do rádio, relatos sobre casos em diferentes pontos do país, mas também reflexão sobre os rumos que o meio assumirá em novos contextos midiáticos. A pesquisa de Sonia Virgínia Moreira aponta que o segundo momento de existência do núcleo (1997-2004) mostra que os pesquisadores investigaram alguns campos temáticos em especial: conteúdo (produção radiofônica), tecnologia (inovações do áudio) e estudos históricos articulados.

Os pesquisadores têm especial interesse também em dar atenção às mídias sonoras com mais ênfase, considerando importante a configuração que o GT assumiu em 2001, quando se transformou em Núcleo de Pesquisa em Mídia Sonora. O rádio voltou a ser incluído na designação do NP em 2004.



 

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